Projetos


SUGESTÃO PARA A ELABORAÇÃO DE PROJETOS


Na folha de rosto do trabalho:
  • CABEÇALHO – Nome da universidade
 Nome do Instituto
 Nome do curso
  • NOME DO(A) ALUNO(A)
  • TÍTULO: PROJETO DE INTERVENÇÃO
  • CIDADE
  • DATA
PROJETO DE INTERVENÇÃO.
TEMA:
SUBTEMA:
ÁREA(S) DO CONHECIMENTO:
1- JUSTIFICATIVAS:
Apresentar os motivos pelos quais pretende realizar o projeto, justificando a importância dele no contexto Social e Educacional. Justificar também a área de atuação relacionada à temática, apresentando como é que se dá a relação entre a sua área de atuação e o Tema/Subtema pretendido.
2- OBJETIVOS:
2.1 – Objetivo Geral
Este deve estar comprometido com o tema e/ou Subtema pretendido. 
2.2 – Objetivos Específicos
Devem estar comprometidos com as atividades, no sentido de desenvolver o tema.
3- RECURSOS:
 Materiais, Humanos etc. – refere-se a tudo o que você vai utilizar e que vai te dar apoio na execução de seu projeto.
4- METODOLOGIA E EXECUÇÃO.
Dizer onde será executado o projeto; com quem vai aplicar (público alvo); quanto tempo de duração e os instrumentos de aplicação (roteiro de entrevistas ou questionamentos, observação participante, etc.). Dizer também o quê, e como será executado o projeto (quais as ações que pretende desenvolver e como será desenvolvido).
5- AVALIAÇÃO
Dizer de que maneira vai avaliar todo o trabalho. Serão avaliados somente os resultados? Como pretende fazê-lo? Será avaliado todo processo de levantamento dos dados, execução das ações e resultados? Como se dará a avaliação? Explicar. Caso tenha dúvida, procure fundamentação teórica ou documental – LDBNE ou outros parâmetros – para validar a discussão sobre o processo de avaliação.
6- CRONOGRAMA
Apresentar quadro demonstrativo do projeto, desde as leituras realizadas, elaboração, execução e apresentação dos resultados. Ele tem a ver com o tempo pretendido para a sua realização.
7-  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Dizer fontes (ordem alfabética) que deram suporte para a realização do trabalho – textos e autores, documentos legais, revistas, artigos etc. Não esqueça de seguir as normas da ABNT
OBS: É sempre bom lembrar que o trabalho deve ter sua formatação de acordo
com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Veja algumas:
Fonte: Arial ou Times New Roman.
Tamanho da fonte (letra): 12
Espaço entre linhas – do texto: 1,5
Espaço entre linhas – citação: simples
Configuração de página: Superior: 3 cm
 Direita: 2 cm
 Inferior: 2 cm
  Esquerda: 3 cm (PRETI, 2005)
Bom trabalho!!!

INÍCIO DA TRAJETÓRIA DOS PROJETOS NA OLAVO BILAC

Em 2008, iniciamos os trabalhos com PROJETOS na Escola Olavo Bilac. O nosso ponto de partida foi o Projeto "Folcloreando na Escola" que mais tarde culminou com o projeto "Comece por Você!"; em parceria com o Programa "A União Faz a Vida".
Ivonete Landim de Almeida
Maria de Souza Meneghel
Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla
Rosemeire Marques da Silva
Tânia Cristina Crivelin Jorra

“FOLCLOREANDO NA ESCOLA”

Projeto de Pesquisa apresentado à E.M.E.F. Olavo Bilac, sobre a importância de se trabalhar o Folclore em sala de aula, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, Artes, História, Geografia e Língua Inglesa.

Orientadora: Sandra Maria Trombeta Pedraça.

Lucas do Rio Verde-MT
Agosto - 2008
Tema
        Folcloreando na Escola”.
Objetivos
 Geral
         Apresentar a importância de se trabalhar o Folclore em sala de aula, a importância da Cultura Folclórica na Formação das Crianças e Adolescentes.
Específicos                                          
Comprovar a contribuição que o trabalho com o Folclore pode proporcionar, como um estímulo á aprendizagem;
Apresentar algumas idéias interdisciplinares, motivadoras e cooperativas em prol de um ensino com mais significado.
Justificativa / Abordagem Teórica
            Folclore é a maneira de agir, pensar e sentir de um povo ou grupo com as qualidades ou atributos que lhe são inerentes, seja qual for o lugar onde se situa, o tempo e a cultura. Não é apenas o passado, a tradição; ele é vivo e está ligado à nossa vida de um jeito muito forte. Por isso, é muito importante conhecê-lo.
            O saber folclórico é o que aprendemos informalmente no mundo, por meio do convívio social – por via oral ou por imitação. Ele é universal, embora aconteçam adaptações locais ou regionais, como conseqüência dos acréscimos da coletividade. "Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou." (Marcelo Xavier).
            O folclore e a cultura popular sempre estiveram presentes nos programas e conteúdos escolares. De um jeito formal ou de forma transversal, sempre há um espaço na educação para se tratar desse assunto.
            Devido à complexidade que a vida humana, em sociedade, vem assumindo, a escola substitui a família como agente de troca da mais notável mercadoria do mundo – a cultura. Cultura, como nós a entendemos, diz respeito ao modo de ser e de viver dos grupos sociais: a língua, as regras de convívio, o gosto, o que se come, o que se bebe, o que se veste vão formando aquilo que é próprio de um povo.
            Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, de conviver e rezar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das muitas culturas que o formam. Será que já paramos para pensar, por exemplo, quantas nações indígenas nós temos? E das culturas africanas que para cá vieram não foi uma nação, mas foram muitas a formar o que chamamos de cultura afro-brasileira.
            E os portugueses, foram os únicos? Na verdade, foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas.
            A cultura popular é tudo isso bem misturado e refletido nos muitos jeitos de ser do brasileiro.
            Diante de tudo que apontamos, será ainda possível falar de educação sem integrá-la à questão cultural? Certamente não. E é não porque a educação é resultado das práticas culturais dos grupos sociais. O próprio processo de ensinar e aprender revela essas práticas.
            A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas. Se o saber em construção for inclusivo das diferenças, renovam-se as esperanças de que na escola se entenda, como afirma Carlos Rodrigues Brandão (2001, p.35) que:
 "educar é fazer perguntas" e que "ensinar é criar pessoas em que a inteligência venha a ser medida, mais pelas dúvidas mal formuladas, do que pelas certezas bem repetidas. De que aprender é construir um saber pessoal e solidário, através do diálogo entre iguais sociais culturalmente diferenciados."
            O aluno leva para a escola os modelos já aprovados pela tradição, que aprendeu em casa ou na rua e, da escola, traz para a família e vizinhança as experiências mais significativas do desenvolvimento cultural.
            A missão da escola é de salvamento. Não podemos aceitar que nossa língua, música, dança sejam ameaçadas pela ingerência alienígena que destrói a nossa cultura. Um dos objetivos de se trabalhar o folclore na escola é, pois, evitar que nossos padrões tradicionais sejam substituídos por modelos exóticos.
            O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que passa a se perceber como ser universal, cidadão do mundo, necessita conhecer suas raízes, identificando-se com seu grupo social: sua linguagem, sua história e a de sua comunidade.
            O professor deve saber aproveitar o atraente, rico e variado mundo do folclore, como fonte inesgotável de motivação didática e de elevada importância pedagógica. Ele precisa selecionar o que vai utilizar, pois nem toda manifestação folclórica serve como material didático. Os modelos escolhidos pelo professor precisam ser adequados à idade e ao tempo disponível para estudo e ensaio. Devem ser avaliados do ponto de vista da sua utilidade para a comunidade, identificando-se, primeiramente, os aspectos da cultura popular no lugar onde vivem os alunos, para, depois, extrapolar limites geográficos.
                        A pesquisa pode ser estimulada por meio da coleta de dados pelos próprios alunos e realizada em trabalho de campo, a partir do lar, da família, estendendo-se à vizinhança e à comunidade. Desta maneira, o trabalho pode ser regionalizado, enfatizando-se as manifestações ligadas às atividades locais.
            O estudo de provérbios ou ditados oferece oportunidade de debates sobre conceitos, tais como: justiça, honradez, bondade, ingratidão e outras abstrações.
"O provérbio é sempre uma síntese de sabedoria popular. A sabedoria coletiva é reveladora de convicções, de certezas, merece fé." (Saul Martins)
            Propondo ou decifrando-se adivinhas, leva-se o aluno a desenvolver o raciocínio lógico, além de alegrar-lhe o espírito. Com as parlendas e outras formas lúdicas verbais, ele entra em contato com o idioma. Os trava-línguas são exercícios de comprovada eficácia para a correção de defeitos no falar. Jogos e brincadeiras podem ensejar ao aluno uma participação mais ativa no meio social, desenvolvendo mecanismos sadios de competição, além de torná-lo conhecedor e respeitador de regras.
            Pequenas dificuldades podem ser adequadamente solucionadas com o emprego de técnicas populares, prática preconizada pela própria Organização Mundial da Saúde, que recomenda a volta dos remédios naturais. Com isso, a medicina caseira ganha nova dimensão na sociedade.
            O artesanato ajuda a criança em idade escolar a usar as mãos de maneira adequada, apressa a eclosão de valores artísticos, além de servir como meio de se praticar o lazer. A criança adora realizar trabalhos manuais.
            Com referência à linguagem, os sotaques e pronúncias regionais são peculiaridades que resultam do esforço adaptativo das pessoas ou do estilo de vida, isto é, do relacionamento entre o homem e o meio.
            Outra experiência folclórica, a culinária, resulta do encontro de diferentes culturas, diversidade do clima e abundância de recursos naturais. Por meio dela, o professor pode trabalhar os sentidos, a matemática, a estética e a saúde alimentar dentre uma infinidade de outros aspectos.
            O mundo do folclore é um mundo encantado, cheio de personagens estranhos que transportam o aluno ao mundo da fantasia e aumentando-lhe o poder da imaginação. A pedagogia contemporânea afirma que a educação não pode ser apenas passiva, mas ativa, pois a causa principal da aprendizagem e, portanto, de toda a educação, não é o professor ou o aluno, mas sim, a interação entre ambos.
            O folclore une as pessoas, logo, é razão suficiente para ser trabalhado em todas as escolas, não só no mês de agosto, mas durante todo o ano.
História do Folclore
            Pensar, falar, escrever, pesquisar sobre o folclore é sempre muito prazeroso porque se trata de vivências, antigas ou atuais, compartilhadas ao longo de gerações. Afinal, traduz o pensar, sentir e agir do povo. A palavra folclore vem do inglês - folk lore - e foi inventada em 1846, pelo sociólogo Willians Thomes, significando saber (folk) do povo (lore). No Brasil, o termo traduz tudo aquilo que, compartilhado pelo povo, caracteriza a sua própria identidade, a sua brasilidade e/ou, então, aquilo que é peculiar a uma região, a uma localidade menor, ou até mesmo, a um grupo social específico. Para que um fato seja considerado folclore é preciso que alguns fatores, em conjunto, sejam considerados. Do contrário, é um fato social, popular.
Anonimato: no fato folclórico, o autor ou inventor conhecido se perdeu no tempo. Foi despersonificado.
Aceitação coletiva: inventado e aceito, o fato passa a ser repetido, vivenciado, modificado, acrescido. O povo passa a incorporá-lo como seu.
Transmissão: o fato é passado às novas gerações pela transmissão, preferencialmente, oral. A aprendizagem, quase sempre, é informal e lúdica – aprende-se por aprender, fazendo brincando. Hoje, os meios de comunicações em massa, acessíveis a parcelas cada vez maiores da população e a escolarização em índices sempre crescente, reduzem a importância da oralidade no processo de perpetuação do fato folclórico. Identificando na perpetuação do folclore o dinamismo que o caracteriza: folclore é vida!
Funcionalidade: o fato folclórico existe para atender alguma função ou necessidade, uma razão de ser, um porquê, que pode, inclusive, já se ter perdido no tempo. São inúmeras e variadas as manifestações folclóricas, vivenciadas no coletivo e, às vezes, com conotações bem individualizadas. Desejar saúde para quem espirra, ter o número 13 como de azar ou sorte, cantar atirei o pau no gato, comer uma canjica, dançar uma quadrilha, comprar um bumba-meu-boi de barro, empinar um papagaio ou pipa, usar branco na passagem de ano, etc. etc. são alguns exemplos de manifestações folclóricas vivenciadas em diferentes etapas da vida e em oportunidades e freqüência, igualmente, variadas.             O folclore direcionado às crianças, talvez, seja o mais rico em manifestações. E, com certeza, é o que mais belas lembranças trazem. Cantigas de ninar ou acalanto: Começa no berço o aprendizado do folclore. Com que amor a mãe ou a figura materna canta para adormecer o bebê! Dorme nenen Que a cuca vem pegar Mamãe foi pra roça Papai foi trabalhar. Cantigas de roda: expressão maior da infância, particularmente, das meninas. Importante instrumento de socialização nas escolas de Educação Infantil (creche e pré-escola). Os livros didáticos de Educação Infantil e das primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries), regularmente, trazem esta manifestação folclórica em suas páginas. Pai Francisco entrou na roda Tocando o seu violão Delém, dém, dém (bis) Vem de lá seu delegado Que Pai Francisco Saiu da prisão. Quando ele vem Se requebrando Parece um boneco Se desmanchando. (bis) Histórias da carochinha: quem não guarda na memória passagens inesquecíveis de suas histórias prediletas e que dividem, com os super-heróis televisivos, o imaginário infantil? Cinderela, Branca de Neve, Os Três Porquinhos. Brinquedos populares: brinquedos confeccionados artesanalmente ou não e que fazem a alegria da garotada, em particular, as das camadas sócio-econômicas mais desfavorecidas. pipa (papagaio), pião, mané-gostoso, bruxinha de pano, iô-iô, rói-rói. Brincadeiras infantis: brincadeiras vivenciadas, principalmente, pela garotada dos bairros mais populares. Sujeitas a modismos, pular academia (amarelinha), pular elástico e corda, soltar papagaio (pipa), jogar bola de gude, pião, brincar de estátua, telefone-sem-fio. Adivinhações: perguntas que se faz, geralmente, usando a expressão “o que é o que é?” e que a criançada se apressa em resolver os desafios e enigmas. O que é o que é?Tem coroa e não é rei? Tem espinhos e não é rosa? (Resposta: abacaxi) Parlendas: brincar com as rimas das palavras é preferência da garotada, em especial, nos primeiros anos de escolaridade. Um, dois - feijão com arroz. Três, quatro - farinha no prato Cinco, seis - tudo outra vez Sete, oito - como biscoito Nove, dez ... Trava-língua: brincar com as palavras que, em combinações complicadas, devem ser ditas rápida e repetitivamente. Na casa de seu Saldanha tinha uma jarra e dentro da jarra uma aranha. A aranha arranha a jarra e a jarra arranha a aranha. (bis) Lendas: histórias que tentam dar explicações a fenômenos da natureza, a seres vivos e imaginários. Negrinho do pastoreio, Cumade Fulozinha , Saci-pererê, Boitatá, Sereia, Boto cor-de-rosa, do Milho, da Mandioca. Quadrinhas: as meninas, especialmente ao entrar na adolescência, usam esta manifestação folclórica para expressar a descoberta do amor. Com a escrevo amor Com p escrevo paixão com e escrevo Edvaldo Que é dono do meu coração. Mitos folclóricos: seres do imaginário coletivo que têm existência própria e estão associados às lendas. Saci-pererê, Sapo-cururu, Cuca, Boitatá, Iara, Caipora, Mula-sem-cabeça, Curupira Lobisomem. Piadas ou anedotas: histórias engraçadas ou até imorais que fazem a graça em rodinhas de amigos, piadas de português, de papagaio, de Juquinha, discriminatórias (de negros, pobres, deficientes físicos, homossexuais). Medicina popular: uso das plantas que curam, de uma farmácia vinda diretamente da natureza. Sabedoria tradicionalíssima usada, em especial, pelas camadas da população mais pobres e por aqueles adeptos da medicina alternativa e natural. Médicos e demais profissionais da saúde, vem dando importância a esta terapia, objeto de estudos cada vez mais difundido nos meios acadêmicos, científicos e farmacêuticos. Boldo, hortelã, língua de sapo, alfavaca, canela, gengibre, biribiri, mastruz. Literatura de cordel ou folheto: literatura popular e tradicional, talvez, o principal meio de comunicação entre as camadas mais populares, até as primeiras décadas do século XX. Muitas vezes associada ao canto. O poeta-trovador, através de desafios e causos, levava conhecimento e diversão à platéia, que acompanhava atenta. Estórias de animais, de amor, de religião, de banditismo, mitológicas (com motivos de morte, magia, sorte ou agouro), de fatos acontecidos. Xilogravura: artesanato da gravura, do desenho. Associada, principalmente, ao folheto, à literatura de cordel. Cenas da natureza e do cotidiano do sertanejo costumam ter destaque na temática da xilogravura. Artesanato: usando material diverso (palha, barro, madeira, pano, papel, gesso, plástico, cera, contas, miçangas, sementes) e muita criatividade, o artesão concretiza o imaginado, criando objetos utilitários ou estéticos. Peças de barro entre outros. Provérbios/Ditados populares: pensamentos, frases feitas, máximas, cujas mensagens objetivam interferir, positivamente, na conduta e no comportamento. Filosofia, moral, ética e religião transparecem explícitas ou nas entrelinhas. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Frases de pára-choques de caminhão: frases de cunho moral, religioso e até imoral, difundidas pelos caminhoneiros em seus veículos Dirigido por mim, guiado por Deus. Vou arranjar ½ de rezar 1/3 para ir a ¼ com você. 20 ver. Superstições: práticas de comportamentos para afastar e/ou neutralizar azar para dar e/ou atrair sorte. São reforçadas pelas coincidências de resultados considerados. Número 13, figa, ferradura, determinada roupa, repetir comportamento, não passar debaixo de escada, desvirar roupas e calçados, bater na madeira. Crendices: fórmulas para manter determinados comportamentos, condicionados pela crença do faz mal ou do faz bem. Faz mal tomar leite e comer manga. Deixar chinelos emborcados provoca a morte de pessoa querida. Pular janela causa a morte da mãe. Comidas típicas: características a determinadas localidades geográficas e ciclos folclóricos, muitas vezes, incorporadas à culinária trivial e cotidiana deixando, com certeza, água na boca e dando um sabor especial ao folclore brasileiro. Canjica, pamonha, pé-de-moleque caracterizam o ciclo junino, em especial, no Nordeste. Churrasco, feijão tropeiro apreciados no sul do país. Feijoada, baião-de-dois, vatapá, acarajé, pato ao tucupi. Bebidas típicas: versão líquida da culinária incluída no folclore brasileiro. Batida de maracujá, licor de jenipapo, chimarrão, caipirinha. Folguedos populares: identificados com os principais ciclos folclóricos. Bumba-meu-boi, Pastoril, Reisado, Fandango. Danças folclóricas: associadas a folguedos, ritmos e músicas ilustram a diversidade e riqueza do folclore brasileiro. Algumas dessas danças possuem trajes típicos, que lhes dão identidade própria. Frevo, Xaxado, Coco, Ciranda, Forró, Maracatu, Caboclinho, Quadrilha. Os folcloristas costumam, didaticamente, identificar ciclos no folclore brasileiro e que são vivenciados, em todo o território nacional, com intensidade e características próprias. Ciclo Carnavalesco: tem as folias de Momo como referência onde predominam a alegria, cores, descontração e irreverência. Frevo, Maracatu, Caboclinho, Urso, Máscaras, Fantasia. Ciclo da Quaresma ou Semana Santa: referem-se à Paixão e Morte de Jesus Cristo. A malhação de Judas e a culinária à base de coco. Ciclo Junino: iniciado no dia de São José (19 de março) com o plantio do milho, tem a culminância com os Santos de junho: Santo Antônio – o casamenteiro (13), São João (23) e São Pedro e São Paulo (29). Este ciclo é muito festejado no Nordeste, caracterizando-se pela alegria, cores, festanças e uma gostosa culinária, à base do milho. Forró, baião, banda de pífano. Quadrilhas, roupas matuta. Balões, fogos de artifício. Superstições e adivinhações para resolver problemas amorosos. Comidas típicas: pamonha, canjica, pé-de-moleque, milho assado e cozido. Quentão. Ciclo Natalino: o nascimento (Natal) de Jesus Cristo é o tema central deste ciclo. A solidariedade, o amor ao próximo e a Deus, aparecem, explicitamente ou nas entrelinhas, em todas as manifestações do período. Pastoril, Presépio, Papai Noel, troca de presentes. Superstições, crendices. Comidas típicas. Os órgãos oficiais de turismo, cientes da motivação que tais ciclos exercem, concentram esforços junto à mídia, para divulgação nas demais regiões do Brasil e no exterior, sabedores de que divisas ficarão com o fluxo maior de turistas nesses eventos. No entanto, é imprescindível ter a clareza que, folclore, popular e turismo não são exatamente a mesma coisa, embora, quase sempre estejam associados. Atentar para isso é importante para professores e bom para o folclore. Pernambuco possui um número considerável de pessoas que fazem e/ou vivem o folclore. Algumas conhecidas e famosas. A maioria, desconhecida e anônima. Na Cerâmica, os bonecos de barro, têm em Mestre Vitalino seu maior nome. Fez escola, ainda hoje seguida, por filhos, netos e conterrâneos de Caruaru. Naquela cidade há o museu em sua memória, na casa onde viveu. Nas Carrancas do Rio São Francisco, destaca-se Ana das Carrancas. Na Cerâmica dos santos de barro, cita-se Zezinho de Tracunhaém. Na xilogravura, J. Borges, é um artesão do desenho, além de poeta popular. Suas xilogravuras ilustram folhetos, quadros e painéis. Na Ciranda, duas mulheres se destacam, em especial nas décadas de 60 e 70, quando, semanalmente, comandavam rodas de ciranda em suas respectivas cidades: Lia de Itamaracá, na ilha de Itamaracá e Dona Duda, no Janga, Paulista. No Coco, destaca-se Dona Selma do Coco, descoberta pela mídia televisiva, em 1997, quando após gravar CD, apresentou-se pelo país e Europa, em programas de televisão, casas de espetáculos e festivais. No frevo, personificando-o destaca-se Nascimento do Passo, que há décadas faz escola e ensina os segredos do frevo a passistas de todas as idades em escola municipal e oficinas. Nos últimos anos, a garota Safira tem recebido apoio dos órgãos oficiais de turismo para divulgação do frevo pernambucano. Os bonecos gigantes de Olinda são cada vez mais populares nas ladeiras daquela cidade tornando-se expressão característica do seu carnaval. Sílvio Botelho é o principal artesão, o pai dos bonecos gigantes. Homem da Meia-noite, Mulher- do - dia, Menino da Tarde, Gilberto Freyre, Capiba, Turista. Maracatu rural destaca-se Mestre Salustiano. Mamulengo ou fantoche é outra modalidade do folclore brasileiro destacando-se Mestre Tiridá e os bonecos de Lobatinho. O folclore brasileiro vem sendo estudado, sistematicamente, durante todo o século XX embora, só em 1966 teve o dia 22 de agosto, lhe dedicado oficialmente, por decreto-lei. Pereira da Costa foi um dos pioneiros nos estudos folclóricos. Luís da Câmara Cascudo, com certeza, o maior pela sistematização didática e pela extensa bibliografia. Renato Almeida, Edson Carneiro, Théo Brandão, Saul Martins, Waldemar Valente, Roberto Benjamim são nomes de destaque entre os folcloristas, de ontem e de hoje. Mário Souto Maior, que durante muitos anos, esteve à frente da Coordenadoria dos Estudos Folclóricos, da FUNDAJ, foi exemplo de dedicação ao folclore. Dicionário do Palavrão, Nomes próprios pouco comuns, Comes e bebes do Nordeste, Assim nasce um cabra da peste são alguns das dezenas de títulos do referido pesquisador, que também escreveu para o público infantil. O professor de Educação Infantil (creche e pré-escola) e, principalmente, o de Educação Fundamental (1ª a 8ª série) tem no folclore panos para as mangas. Conteúdo significativo para trabalhar, não apenas no mês de agosto, mas o ano todo, todo ano. Não só os temas integrantes da pluralidade cultural, como diferentes conteúdos, das áreas específicas do conhecimento, podem ser abordados a partir de um fato ou manifestação folclórica. Os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais (2) garantem a interdisciplinaridade que, naturalmente, aflora ao se vivenciar fatos folclóricos na sala-de-aula. Numa receita de culinária típica...  Português :feijoada por exemplo, o professor de 1ª a 4ª série pode trabalhar:  escrita e leitura do texto, tipografia textual, conteúdos gramaticais.   Geografia -- localização espacial. História – localização temporal da receita.   Ciências -- valor nutritivo da origem ou aceitação coletiva da feijoada.   Matemática –receita e seus ingredientes, origem dos mesmos na natureza.   Artes – desenho das medidas de massa e volume implícitas nos ingredientes.  Receita, dramatização de uma cena da família se alimentando... Se a turma tiver Química – composição química... na 8ª série, o professor pode ainda abordar:   Física – relação entre temperatura e alguns ingredientes da receita.   Inglês – traduzir a receita para o Inglês ou outra...cozimento da feijoada.  Língua estrangeira. O professor, vivenciando o folclore em sala-de-aula, pode desenvolver projetos didáticos os mais variados possíveis e cobrindo diferentes períodos do ano letivo de 200 dias ( 800 horas-aula) conforme determinação da LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação. (3) ciclo carnavalesco (fevereiro/março) tempo e folclore (março) ciclo quaresmal (março/abril) folclore e mulher (maio) ciclo junino (junho) folclore na estrada (julho) folclore (agosto) folclore e vegetais (setembro) folclore infantil (outubro) folclore de vida e morte (novembro) ciclo natalino (dezembro) podem ser abordados em projetos didáticos e garantidos pela motivação que emanam das manifestações folclóricas, rendendo-se a seus encantos, educandos e educadores. Atividades de pesquisa, escrita e reescrita, leitura e releitura, desenho, dramatização, confecção, fotografia, gravação e filmagem são formas possíveis de vivenciar folclore em sala-de-aula, nas diferentes séries do Ensino Fundamental. Um outro recurso, a entrevista, talvez, seja a atividade mais científica de se vivenciar o folclore no cotidiano escolar, quando gerações diferentes conversam, ensinam, resgatam, comparam, socializam experiências – Como era antes? Como é hoje ? – de diferentes fatos e manifestações folclóricas, reproduzindo, na escola, a dinâmica do folclore existente desde os primórdios da humanidade, quando traços culturais passaram a diferenciar o homem dos outros animais.
Folcloreando na Escola, com os PCNs e os Pilares da Educação
            A partir do mês de agosto, os conteúdos sobre o Folclore, serão trabalhados nas disciplinas de Artes, História, Geografia, Língua Portuguesa e Língua Inglesa.
            Serão colocadas em prática várias alternativas sugeridas na história do folclore. Os professores envolvidos neste projeto, montarão juntos, os trabalhos / musicais / teatros / atividades / apresentações / textos / pesquisas e estudos dos mais diversos sobre o folclore.
            Todos os trabalhos desenvolvidos serão fotografados ou filmados e posteriormente repassados aos colegas, com o intuito de promover o cooperativismo, que é a troca, a importantíssima relação / interação que promove a educação e a união em prol do bem comum na escola, que é um ensino mais significativo para todos os envolvidos no processo educacional.
            Com este trabalho, as pesquisadoras / professoras, pretendem despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico.
            Em vista a este objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.
            Desta forma, poderemos também atender os PCNs, juntamente com os 4 Pilares da Educação:

Aprender a Conhecer
Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”. Debruça-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim mas também como um fim per si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.
Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico.
Em vista a este objectivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.
Aprender a Fazer
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, o aprender a fazer refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.
Os alunos poderão trabalhar / apresentar as várias formas de folclore, interpretando-as à luz do seu entendimento, aprendendo a construir/aplicar/comunicar as informações recebidas, inserindo-as ao seu cotidiano significativamente, aprendendo a conhecer, internalizando seus conhecimentos, ressignificando-os para aprender a fazer.
Aprender a viver com os outros
Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.
Este hitem é de suma importancia para trabalhar em sala de aula, ao trabalhar as diversas culturas e apresentar a sua relevância na construção de nossa sociedade, também enfocaremos a questão do preconceito com alguns povos e manifestações destes.
Aprender a ser
Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direccionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Com este projeto as pesquisadoras pretendem, acima de tudo, contribuir para formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e produtiva na sociedade.
            Ao acrescentar este projeto ao currículo disciplinar de cada disciplina envolvida, pretendemos:
Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
Proporcionar uma relação dialógica com o estudante;
Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática;
Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
Conclusão
            Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação.
Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da educação.
            Para isto, este projeto vem à tona, valorizando o que temos de melhor, o que é nosso, de cada um de nossos alunos, unindo o país, com toda a sua diversidade, sua cultura e costumes, seu dialeto, suas crenças, sua culinária; vivenciando junto com os alunos, socializando, aprendendo a conhecer o outro, aprendendo a fazer junto com o outro, aprendendo a ser, independente do outro, e, por fim, aprendendo a viver em sociedade e contribuindo para o crescimento da mesma, com justiça e igualdade para todos os que dela participam.
Referências Bibliográficas
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 3ª Ed.Brasília: Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro. 1972.
DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortezo. p. 89-102.
FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
Folclore em Minas Gerais. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1990.
LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei Federal nº 9394, de 20/12/1996. (*) Série FOLCLORE - nº 288 - agosto/2001 (*) Publicado no http://www.educarede.org.br/
 MARTINS, Saul. Folclore: teoria e método. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1986.
PCN-Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol 10. Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília. 1997.
ROCHA, Tião. Roteiro de pesquisa do folclore. Belo Horizonte: CPCD – Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento e CMFL – Comissão Mineira de Folclore, 1996.
XAVIER, Marcelo. Mitos: o folclore do Mestre André. Belo Horizonte: Formato Editorial, 1997.
Referências Eletrônicas

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL
OLAVO BILAC

COMECE POR VOCÊ!

Projeto Interdisciplinar, a ser desenvolvido pela E.M.E.F. Olavo Bilac, sobre o Folclore e a valorização do que é nosso, com base no Programa “A União faz a vida” e sua trajetória educativa em prol de um ensino mais significativo para todos os seus envolvidos.
 
Lucas do Rio Verde-MT
Setembro - 2008
Tema
              Trabalho de resgate de nossa cultura e riquezas naturais, a ser desenvolvido pelas turmas de 5ª à 8ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac, de Lucas do Rio Verde/MT, com duração de um (01) ano.
Objetivos
Geral
         Fomentar, em sala de aula, interdisciplinarmente, o folclore, ou seja, o entusiasmo e responsabilidade pela cultura de nosso povo, com seus costumes, suas crenças e o amor e compromisso de preservação e cooperação/consciência cidadã pelo que é nosso, nossas raízes e riquezas naturais.
Específicos                                     
Comprovar a contribuição que um trabalho cooperativo pode proporcionar na escola da atualidade;
Atestar para a grande relevância de se conhecer o que é nosso, nossa cultura, nosso povo, nossa gente, nossas riquezas e grandes patrimônios, para que, ao nos sentirmos parte dele, possamos nele atuar com consciência, responsabilidade e cidadania;
Favorecer atitudes de integração, crescimento e valores entre todos os envolvidos no processo educacional, contribuindo para um ensino com mais significado para nossos alunos;
Apresentar algumas idéias interdisciplinares, motivadoras e cooperativas em prol de um ensino com mais significado, através da integração da sociedade/comunidade;
Justificativa / Abordagem Teórica
         Folclore é a maneira de agir, pensar e sentir de um povo ou grupo com as qualidades ou atributos que lhe são inerentes, seja qual for o lugar onde se situa, o tempo e a cultura. Não é apenas o passado, a tradição; ele é vivo e está ligado à nossa vida de um jeito muito forte. Por isso, é muito importante conhecê-lo.
            O saber folclórico é o que aprendemos informalmente no mundo, por meio do convívio social – por via oral ou por imitação. Ele é universal, embora aconteçam adaptações locais ou regionais, como conseqüência dos acréscimos da coletividade. "Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou." (Marcelo Xavier).
            O folclore e a cultura popular sempre estiveram presentes nos programas e conteúdos escolares. De um jeito formal ou de forma transversal, sempre há um espaço na educação para se tratar desse assunto.
            Devido à complexidade que a vida humana, em sociedade, vem assumindo, a escola substitui a família como agente de troca da mais notável mercadoria do mundo – a cultura. Cultura, como nós a entendemos, diz respeito ao modo de ser e de viver dos grupos sociais: a língua, as regras de convívio, o gosto, o que se come, o que se bebe, o que se veste vão formando aquilo que é próprio de um povo.
            Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, de conviver e rezar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das muitas culturas que o formam. Será que já paramos para pensar, por exemplo, quantas nações indígenas nós temos? E das culturas africanas que para cá vieram não foi uma nação, mas foram muitas a formar o que chamamos de cultura afro-brasileira.
            E os portugueses, foram os únicos? Na verdade, foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas.
            A cultura popular é tudo isso bem misturado e refletido nos muitos jeitos de ser do brasileiro.
            Diante de tudo que apontamos, será ainda possível falar de educação sem integrá-la à questão cultural? Certamente não. E é não porque a educação é resultado das práticas culturais dos grupos sociais. O próprio processo de ensinar e aprender revela essas práticas.
            A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas. Se o saber em construção for inclusivo das diferenças, renovam-se as esperanças de que na escola se entenda, como afirma Carlos Rodrigues Brandão (2001, p.35) que:
educar é fazer  perguntas" e que "ensinar é criar pessoas em que a inteligência venha a ser medida, mais pelas dúvidas mal formuladas, do que pelas certezas bem repetidas. De que aprender é construir um saber pessoal e solidário, através do diálogo entre iguais sociais culturalmente diferenciados. 
         O aluno leva para a escola os modelos já aprovados pela tradição, que aprendeu em casa ou na rua e, da escola, traz para a família e vizinhança as experiências mais significativas do desenvolvimento cultural.
            A missão da escola é de salvamento. Não podemos aceitar que nossa língua, música, dança sejam ameaçadas pela ingerência alienígena que destrói a nossa cultura. Um dos objetivos de se trabalhar o folclore na escola é, pois, evitar que nossos padrões tradicionais sejam substituídos por modelos exóticos.
O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que passa a se perceber como ser universal, cidadão do mundo, necessita conhecer suas raízes, identificando-se com seu grupo social: sua linguagem, sua história e a de sua comunidade.
         O professor deve saber aproveitar o atraente, rico e variado mundo do folclore, como fonte inesgotável de motivação didática e de elevada importância pedagógica. Ele precisa selecionar o que vai utilizar, pois nem toda manifestação folclórica serve como material didático. Os modelos escolhidos pelo professor precisam ser adequados à idade e ao tempo disponível para estudo e ensaio. Devem ser avaliados do ponto de vista da sua utilidade para a comunidade, identificando-se, primeiramente, os aspectos da cultura popular no lugar onde vivem os alunos, para, depois, extrapolar limites geográficos.
             A pesquisa pode ser estimulada por meio da coleta de dados pelos próprios alunos e realizada em trabalho de campo, a partir do lar, da família, estendendo-se à vizinhança e à comunidade. Desta maneira, o trabalho pode ser regionalizado, enfatizando-se as manifestações ligadas às atividades locais.
            O estudo de provérbios ou ditados, por exemplo, oferece oportunidade de debates sobre conceitos, tais como: justiça, honradez, bondade, ingratidão e outras abstrações. O provérbio é sempre uma síntese de sabedoria popular. A sabedoria coletiva é reveladora de convicções, de certezas, merece fé. (Saul Martins)
         Propondo ou decifrando-se adivinhas, leva-se o aluno a desenvolver o raciocínio lógico, além de alegrar-lhe o espírito. Com as parlendas e outras formas lúdicas verbais, ele entra em contato com o idioma. Os trava-línguas são exercícios de comprovada eficácia para a correção de defeitos no falar. Jogos e brincadeiras podem ensejar ao aluno uma participação mais ativa no meio social, desenvolvendo mecanismos sadios de competição, além de torná-lo conhecedor e respeitador de regras.
            Pequenas dificuldades podem ser adequadamente solucionadas com o emprego de técnicas populares, prática preconizada pela própria Organização Mundial da Saúde, que recomenda a volta dos remédios naturais. Com isso, a medicina caseira ganha nova dimensão na sociedade. E nós, uma grande “farmácia natural”, com inúmeras plantas medicinais, o nosso Pantanal, com sua exuberância extraordinária, é reconhecido hoje, como uma das mais diversificadas reservas naturais da Terra, foi elevado a condição de "Patrimônio Nacional" pela Constituição Federal de 1998 e reconhecido como "Reserva da Biosfera" e "Patrimônio Natural Mundial", pela Unesco.
            O artesanato também ajuda a criança em idade escolar a usar as mãos de maneira adequada, apressa a eclosão de valores artísticos, além de servir como meio de se praticar o lazer. A criança adora realizar trabalhos manuais.
            Com referência à linguagem, os sotaques e pronúncias regionais são peculiaridades que resultam do esforço adaptativo das pessoas ou do estilo de vida, isto é, do relacionamento entre o homem e o meio.
            Outra experiência folclórica, a culinária, resulta do encontro de diferentes culturas, diversidade do clima e abundância de recursos naturais. Por meio dela, o professor pode trabalhar os sentidos, a matemática, a estética e a saúde alimentar dentre uma infinidade de outros aspectos.
O mundo do folclore é um mundo encantado, cheio de personagens estranhos que transportam o aluno ao mundo da fantasia e aumentando-lhe o poder da imaginação. A pedagogia contemporânea afirma que a educação não pode ser apenas passiva, mas ativa, pois a causa principal da aprendizagem e, portanto, de toda a educação, não é o professor ou o aluno, mas sim, a interação entre ambos.
         O folclore une as pessoas, logo, é razão suficiente para ser trabalhado em todas as escolas, não só no mês de agosto, mas durante todo o ano.       
Folcloreando na Escola, com a União faz a Vida, os PCNs e os Pilares da Educação
          A partir do mês de setembro, os conteúdos sobre o Folclore, serão trabalhados em todas as disciplinas da escola.
            Serão colocadas em prática várias alternativas sugeridas na justificativa do projeto. Os professores envolvidos neste projeto, bem como os nossos parceiros, montaremos juntos, os trabalhos / visitas / musicais / teatros / atividades / apresentações / textos / pesquisas e estudos dos mais diversos sobre o folclore, os costumes, a cultura de nosso povo, as riquezas naturais do estado e os locais que podem ser beneficiados com um trabalho de conscientização, que envolva a comunidade.
            Todos os trabalhos desenvolvidos serão fotografados ou filmados e posteriormente repassados aos colegas, com o intuito de promover o cooperativismo, que é a troca, a importantíssima relação / interação / integração, que promove a educação e a união em prol do bem comum na escola, que é um ensino mais significativo para todos os envolvidos no processo educacional.
            Com este trabalho, as pesquisadoras / professoras, pretendem despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender e se interessar mais e cuidar do que é nosso, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico,  pois assim como o Programa União faz a Vida, o principal foco deste trabalho é:
Construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes, em âmbito nacional.
E para que este projeto tenha êxito, contamos com toda a comunidade envolvida, para que haja uma incorporação e engajamento de um novo cenário educacional, voltado para novas posturas e atitudes que possam realmente atender o nosso novo público; o aluno. Pretendemos vivenciar na prática, uma nova postura em sala, mais integrada ao ser humano, pretendemos lançar sementes para que possam, cooperativamente, ajudarem-se em prol de todos.
            Buscamos uma maior realização para todos na educação, a partir da valorização de nosso aluno, do que o cerca, compartilhando, cooperando e lançando sementes cidadãs, conscientes de sua importância.na sua formação.
            Dentro dessa perspectiva, o projeto quer priorizar o aluno, a relação com o mesmo, com o meio que o cerca, com a sociedade, além da valorização do que é nosso; queremos transformar nosso aluno de passivo em ativo, ou seja, queremos que faça parte do mundo, da sociedade, da comunidade, da escola, da vida, como sujeito que faz, que conhece, que transforma, que evolui, que ajuda, que coopera, que conheça e compartilhe os conhecimentos, aprimorando-os e modificando-os sempre que necessário. Acreditamos que, envolvendo nossos alunos em experiências de sua vivência, estaremos contribuindo para uma autonomia e emancipação, com base no empreendedorismo, em prol de cidadãos capazes de construir e empreender coletivamente.VIDA
         Além do Programa União faz a Vida, este projeto poderá também atender aos PCNs, juntamente com os 4 Pilares da Educação, iremos novamente Aprender a Conhecer, debruçando-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de os desenvolver, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim mas também como um fim per si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores realmente interessados, sensíveis às necessidades, dificuldades dos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas. Neste sentido pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico. Sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.
O Aprender a Fazer, refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. Os alunos poderão trabalhar / apresentar as várias formas de folclore, interpretando-as à luz do seu entendimento, aprendendo a construir/aplicar/comunicar as informações recebidas, inserindo-as ao seu cotidiano significativamente, aprendendo a conhecer, internalizando seus conhecimentos, ressignificando-os para aprender a fazer.
O Aprender a viver com os outros consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Aposta-se na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.
Este item é de suma importância para trabalhar em sala de aula, ao trabalhar as diversas culturas e diferenças e apresentar a sua relevância na construção de nossa sociedade, também enfocaremos a questão do preconceito com alguns povos e manifestações destes.
Já o Aprender a ser depende diretamente dos outros três:
Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade.
         À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual. Com este projeto pretendemos, acima de tudo, contribuir para formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e produtiva na sociedade.
         Ao acrescentar este projeto ao currículo disciplinar de cada disciplina envolvida, pretendemos:
Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
Proporcionar uma relação dialógica com o estudante, com o quadro escolar, com a comunidade;
Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática, com a sociedade, com o meio que o cerca;
Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
O Projeto na E.M.E.F.Olavo Bilac
         Este projeto tem como objetivo desenvolver um trabalho interdisciplinar, buscando resgatar / retratar / valorizar a cultura de nosso povo, nossas raízes, costumes, riquezas; e condensá-las em literatura de Cordel, mais conhecida no Nordeste brasileiro, e divulga - lá junto aos alunos do ensino fundamental da rede pública da cidade de Lucas do Rio Verde - MT. Considerando que esta modalidade de cultura se apresenta de várias formas, oral, escrita, declamada e cantada, entende-se que ela apresenta inúmeras possibilidades pedagógicas.           Neste sentido o trabalho proposto se dará em várias etapas e diversos focos de pesquisa. A primeira etapa composta por estudos bibliográficos, contextualização e caracterização do objeto. A segunda etapa composta por aplicação prática, com realização de oficinas junto aos alunos da 7ª e 8ª séries do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac. Nestas oficinas serão abordadas diferentes perspectivas e possibilidades da literatura de cordel. A principal intenção do estudo é possibilitar aos alunos um mergulho na sua própria vivência, em um mundo repleto de personagens, ritmos, temas, imagens, rimas, carências, problemas, soluções, entre outros. Temas estes vindos de uma modalidade da literatura popular que pode ser muito bem aproveitada no âmbito pedagógico. Levar o Cordel para sala de aula implica em mostrar a vitalização do gênero cultural como ferramenta didática na educação.
            O ponto de partida que orienta a construção deste projeto de pesquisa, baseia-se no desenvolvimento de atividades interdisciplinares que promovam tanto a aprendizagem de conteúdos significativos quanto à aproximação dos alunos à cultura, à comunidade, ao próximo, ao meio ambiente, enfim, à realidade que se apresenta. O trabalho de pesquisa será concluído com a literatura de cordel, para tornar a cultura um meio atrativo no âmbito educacional. A proposta surge para que esta forma cultural possa ser apresentada e reconhecida pelos educandos no ensino fundamental, em qualquer que seja seu nível intelectual, tendo como plano de fundo o resgate da cultura popular e de seus valores.
            Levar o Cordel para sala de aula implica em informar, formar, divertir, socializar ou poetizar, conhecer, visitar, participar, partilhar, transformar e significar tudo que nos rodeia. Neste sentido, nos propomos a investigar, aplicar e avaliar o Cordel como ferramenta de trabalho pedagógico, estabelecendo um elo entre os educandos e a cultura popular brasileira por vezes inexistente na educação.
            Os trabalhos serão desenvolvidos de forma a estabelecer a motivação em relação a esse aspecto da cultura popular e organizar todo um processo de aplicação e estímulos em direcionamento ao fator principal, que é a apresentação, reconhecimento da origem e fruição da Literatura de Cordel.
            A pesquisa proposta é de suma importância, tendo em vista que os valores culturais serão transmitidos e o processo de ensino e aprendizagem de conteúdos, também será privilegiado. Através dos conteúdos pré-estabelecidos sobre a Literatura de Cordel, os alunos terão a oportunidade de construir conceitos e fundamentos, com os quais se familiarizarão com esta modalidade literária e estabelecerão vínculos com as diversas formas de cultura.
            Outro fator muito importante a ser registrado é a contribuição deste estudo para demais áreas em educação. A literatura de cordel permite o estabelecimento da interdisciplinaridade em várias áreas, pois trata da vida e de tudo que a rodeia.
Metodologia 1
         A pesquisa será desenvolvida em duas etapas. A primeira etapa, composta por estudos bibliográficos os quais terão como objetivo o resgate histórico do folclore (costumes, cultura, meio ambiente, política,...), e a forma como ele vem sendo aplicado na educação.
            Na segunda etapa, será realizado um estudo de casos da região:
Para efeito didático o trabalho será dividido em três momentos distintos:
1º - Fruição – O contato inicial dos educandos com os assuntos;
2º - Desenvolvimento –Trabalho de contextualização, reconhecimento (visitas) e debates / discussão / diálogo / troca de opiniões;
3º - Momento de produção no qual os educandos desenvolverão seu trabalho, utilizando-se dos recursos literários do Cordel, para divulgar para a escola/comunidade o seu trabalho.
            A Primeira etapa, denominada de fruição, além de proporcionar um momento de descoberta significativa aos alunos no que se refere à contextualização histórica, também proporcionará uma experiência de uso dos diversos sentidos. O contato direto com as obras, os chamados folhetos, poderão levar os alunos a ver, sentir, ler e ouvir a Literatura de Cordel, pois esta além de ser uma escrita poética é tradicionalmente declamada e cantada. Esta atividade será primordial para a continuidade do trabalho, o prazer proporcionado por esta fruição, certamente estimulará a curiosidade dos alunos motivando-os a buscar maiores conhecimentos sobre literatura até então um tanto desconhecida.
            A segunda etapa, a qual denominamos por desenvolvimento, será orientada no sentido de proporcionar aos alunos o conhecimento sobre a estrutura da Literatura de Cordel, a qual é complexa e envolve conhecimentos de algumas áreas, em especial: Língua Portuguesa, Artes,  entre outras. Na estrutura de linguagem serão abordados vários aspectos, os alunos trabalharão com rima, verso, prosa, métrica, sextilha, septilha, o que para eles já será uma grande novidade. Para a compreensão destes conceitos serão organizados dicionários ambulantes e atividades. Estas atividades também orientarão as composições individuais, e assim cada aluno produzirá seu próprio folheto de cordel, etapa que denominamos como produção.
            Na etapa de produção, os alunos farão novas descobertas, conhecendo a xilogravura que é a forma original de ilustração das capas dos folhetos, tradicionalmente esculpida em madeira. Para que os alunos possam vivenciar todas as etapas da produção de um folheto, será necessário utilizar ferramentas adaptadas, de modo a preservar a integridade física dos mesmos, visto que as ferramentas utilizadas originalmente são estiletes de metal com corte afiado.
            Este trabalho poderá ser caracterizado como um resgate cultural, evidenciando outras formas de expressão da cultura popular, que talvez não tenham sido introduzidas no contexto escolar. É sempre importante ressaltar, que a sociedade contemporânea não valoriza a cultura popular, deixando-a a margem do processo educativo, mascarando por vezes, sua riqueza, riqueza esta perdida no tempo e no esquecimento. Assim sendo, mais uma vez salientamos a importância deste projeto na valorização e no resgate de nossos costumes, realidades e tradições.
Metodologia 2
            Após os trabalhos de divulgação do projeto, apresentação e discussão sobre o “mundo” inserido no folclore de um povo, foram escolhidos e justificados os temas: Pantanal Mato-Grossense:
Ø  Pelo grande patrimônio e riqueza natural que temos, pela necessidade urgente de preservação e consciência;
Ø Por ser uma das maiores e mais belas reservas ecológicas do mundo, que pode ser visitada com alguma facilidade a partir de vários pontos, sobretudo Cuiabá ou Corumbá;
Ø Por esta riqueza estar aqui, pertinho de nós, nos possibilitando o conhecimento e proximidade;
Ø Pela grande riqueza de plantas medicinais, fauna / flora;
Ø Por ter constituição única no planeta, uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior;
Ø E, principalmente pelo incentivo que precisamos dar para nossos alunos, tornando-o parte deste ambiente, promovendo a consciência de nossos atos para que o nosso pantanal possa “respirar”, precisamos conhecer para preservar, conhecer para cuidar, conhecer para amar.
Ø Pretendemos com este conhecimento, aprender a se importar, a respeitar, a conviver, com o outro, com o que o cerca, com a escola, com o colega, com a comunidade, a partir da consciência de que devemos começar a fazer o nosso papel na sociedade, exercer a cidadania e a cooperação na escola, em casa, na rua, no meio ambiente;
            Algumas turmas ainda apresentaram interesse em discutir sobre política, pelo ser político que somos, pela nossa responsabilidade na construção de uma sociedade igualitária, mais justa para todos. Pela necessidade de lutarmos pelos nossos direitos, mas com a consciência de cumprirmos com nossos deveres, e pela grande relevância que esses conhecimentos trarão para os jovens envolvidos no processo educacional, pra que se interessem e se motivem a fazer parte de uma sociedade cooperativa e não simplesmente se sujeitar a ela, sendo sujeito de sua vida, com dignidade e cidadania.
            Neste mesmo enfoque político, ainda alguns alunos, procurando promover os costumes e culinárias de nosso Brasil, querem apresentar no Cordel, um “reavivamento” desta cultura, apresentando-a na sua íntegra e acrescentando as novas culturas que vão se apresentando à medida que o tempo passa.
            O projeto intitulado de “Comece por você”, pretende acima de tudo promover a consciência da responsabilidade de cada um na criação de uma sociedade mais cooperativa, solidária e cidadã; neste sentido, ainda com o enfoque de preservar e cuidar do que é nosso, algumas turmas também farão um trabalho de pesquisa, divulgação, valorização e ajuda em nosso município, em prol das Pastorais de nossa cidade, e de um grupo (Comunidade Terapêutica), que vem cuidando de pessoas que apresentam problemas com drogas, bebidas, entre outros, Pastorais estas que ainda muitos desconhecem. Sendo assim, a turma responsável por este tema irá promover ações/apresentações para toda a escola/teatros/passeatas/dia de doações, com o intuito de promover o bem e tornar mais conhecido este trabalho voluntário tão importante em nossa sociedade, principalmente nos dias atuais. Esta turma acredita que, a transformação da juventude, de cada jovem, deve começar com a consciência do mesmo, com a discussão de muitos “tabus” que temos, e principalmente, com a ajuda ao próximo, com o trabalho voluntário; assim, eles escolheram começar a fazer e promover o bem, através de uma valorização e devida importância de todas as Pastorais de nossa cidade.
Metodologia 3 – Procedimentos: De Mão na Massa
As pesquisas sobre os costumes e culinárias que se misturam ao nosso Estado, vêm sendo relatadas através de diálogos, apresentações, textos dos mais diversos, teatros, musicais, que por fim serão apresentados nos Cordéis.
Sobre a questão da política, temos feito passeios à Câmara de Vereadores, assistindo sessões e debates, viemos discutindo em sala, a noção de cidadania, de política; também de politicagem; centrada na capacidade de lutarmos por nossos direitos e também sobre a responsabilidade que temos, enquanto cidadãos, em cumprir nossos deveres, por uma sociedade mais democrática e igualitária.
Iniciaram-se as pesquisas sobre a grande importância do Pantanal, sua fauna e flora, as plantas medicinais e suas propriedades; pretende-se levar os alunos ao Pantanal para que os mesmos possam conhecer sua riqueza e importância não só local, mas mundial, passando há uma conscientização, e noção de responsabilidade para com o meio ambiente; queremos promover esta conscientização através de filmagens da viagem, entrevistas aos moradores; proporcionando maiores informações, conhecimento e consequentemente, interesse pelo que nos cerca. Após a viagem e o vídeo, promoveremos discussões, apresentação para todo o quadro escolar, enfatizando as nossas riquezas, compartilhando os conhecimentos adquiridos, publicando as descobertas nos livros literários de Cordel, promovendo caminhadas de incentivo de preservação do meio ambiente, com camisetas que levem a mensagem “Comece por Você!”.
Neste mesmo cenário da mensagem, o trabalho sobre drogas, bebidas e afins, vem sendo debatido calorosamente em sala, os alunos criaram apresentações teatrais sobre o trabalho das Pastorais, eles também têm assistido às palestras da Pastoral da Sobriedade, se informado sobre a Comunidade Terapêutica, os mesmos têm percebido que faltam informações sobre o trabalho das Pastorais, pois temos muitos pais na escola, com muitos problemas dos mais diversos, que desconhecem estes apoios. Sobre estes trabalhos, os alunos pretendem fazer um mutirão/passeata, com a distribuição de panfletos, para que esses serviços de apoio sejam mais conhecidos e talvez arrecadando mais apoiadores, incentivadores e doadores para a Comunidade Terapêutica também, que, aliás, vive de doações. Finalmente, estas linhas de pesquisa entrarão na publicação dos cordéis para que os próximos alunos tenham acesso às informações e pesquisas feitas e vivenciadas pelos alunos.
Orçamento
         Os gastos do projeto serão divididos em três focos.
Ø O primeiro envolverá os custos de uma viagem ao Pantanal Mato-grossense, fora do período (para diminuir os custos) com o grupo de alunos que está desenvolvendo a pesquisa sobre o “nosso” patrimônio e uma turma de professores de todas as disciplinas envolvidas; bem como os parceiros no projeto; pretendemos fazer um filme, com depoimentos de pessoas do Pantanal, apresentação da cultural local, entre outras filmagens que virão a enriquecer o vídeo que será posteriormente apresentado à toda a escola/comunidade. A turma pretende fazer um trabalho de conscientização local, com a idéia da “Caminhada Verde/pelo Bem”, com uma camiseta com o slogan “Comece por você”; a pretensão é que os alunos convidem os pais, que convidem seus amigos para um dia de conscientização em Lucas do Rio Verde.
Ø Para o trabalho sobre as Pastorais, sobre a Comunidade Terapêutica e da Pastoral da Sobriedade, os alunos pretendem fazer campanhas de arrecadação de alimentos e divulgação do local, através da filmagem e apresentação do que é feito lá a toda a comunidade, também com a publicação de folhetos, para que esse trabalho seja divulgado e conhecido por toda a população. Os alunos pretendem atingir também os inúmeros casos que temos em nossa cidade, envolvendo problemas com drogas, bebidas e outros...Também aqui a idéia é de uma “caminhada de cara limpa”, com o nosso “Comece por você”, alunos, professores, pais, amigos dos pais, parceiros e comunidade em geral, agindo cooperando e crescendo.
Ø O produto final destes trabalhos será então a publicação dos livros sobre os temas desenvolvidos e pesquisados pelos alunos, através da Literatura de Cordel, os alunos pretendem criar um acervo desta literatura em nossa biblioteca, para fontes de pesquisas futuras e valorização de nossos alunos.
Referências Bibliográficas
ARAUJO, A.M. et al. Cordel e comunicação. São Paulo: USP, 1971.
BATISTA, S.N. Antologia da literatura de cordel.[S.1.]: Fundação José Augusto, 1997.
BOSSI. Alfredo. (org). Cultura Brasileira. Temas e situações. Séries Fundamentos. 4 ed. 5ª imp. Gráficas Palas Athena. São Paulo. 2004.
CHAUÍ, Marilena. Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. 11 ed. Ver. E ampl. São Paulo: Cortez, 2006.
CHARLOT, Bernard. 2002.Formação de professores: pesquisa e política educacional.In: PIMENTA, S.G. e GHDIN, E (Orgs). 2002. Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, p 89 - 108.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, 1910-1989. Minidicionário da língua portuguesa. 3ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
LIMA, E. O. L. Folhetos de Cordel. João Pessoa: Ed. Universitária, 1978.
LIMA. Ariovaldo Viana (org.). Acorda Cordel na Sala de Aula: A Literatura Popular como ferramenta auxiliar na Educação. Fortaleza. Tupynanquim Editora. Queima Bucha, 2006.
LINHARES, Thelma R. S. A história da Literatura de Cordel. (disponível em: http://www.camarabrasileira.com/cordel101.htm. Acesso em 8 mar.2006.)
LOPES, R. Literatura de Cordel: antologia. 2 ed. Fortaleza: BNB, 1983.
LUYTEM, J. M. O que é Literatura popular. São Paulo: Brasiliense, 1983.
MIZUKAMI, Mª da Graça Nicoletti. Ensino: As Abordagens do Processo. Editora Pedagógica e Universitária. São Paulo. 1986.

Na eterna busca pelo conhecimento e aprimoramento, reformulamos os trabalhos para 2009 e 2010, adequando o projeto ao formato do Programa "A União Faz a Vida":

Cooperativa SICREDI: Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Ouro Verde de Mato Grosso – Sicredi Ouro Verde MT
Cidade/Sede: Lucas do Rio Verde - MT
Assessor de Programas Sociais: Manoel José da Fonseca
E-mail de contato: manoel_fonseca@sicredi.com.br

1. DADOS DA INSTITUIÇÃO
1.1.Dados da Instituição Educacional: (nos casos em que o projeto for desenvolvido entre várias instituições, preencher os dados de todas elas)
·         Nome: Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac
·         Município: Lucas do Rio Verde
·         Estado: Mato Grosso
·         Coordenadora Regional do Programa: Marisa Jacometo Durante
·         E-mail para contato: marisajacometo@hotmail.com
·         Crianças e Adolescentes atendias pela Instituição (número): 1.348
·         Nº total de Educadores: 39
1.2. Um pouco da história da instituição, do seu funcionamento, comunidade onde se insere e outros aspectos importantes:
A Escola Olavo Bilac foi criada pelo decreto nº 870/99 de 05/11/1999, localizada no Bairro Jardim das Palmeiras, na Rua Corbélia, 2103 – S; tem como objetivo atender a alunos do Ensino Fundamental do 2º segmento de 5ª e 8ª séries. Sua localização geográfica possibilita atender a clientela dos bairros que a circundam, tais como: Jardim das Palmeiras, Bairro Rio Verde, Bairro Alvorada, Bairro Cidade Nova, Jardim Primavera, Projeto Minha Vez, Bairro Veneza entre outros. A Escola foi construída em uma área total de 20.653,38 m² e dispõe de área edificada de 2.196,80 m², que envolve um prédio com vinte salas, quatro banheiros, sendo quinze salas utilizadas para o trabalho com turmas regulares, uma biblioteca, uma para o laboratório de informática, uma sala para laboratório de ciências, uma sala para professores, uma sala para secretaria subdividida em sala de orientação, direção, almoxarifado e escrituração escolar, e ainda uma sala pequena para aulas de Apoio Pedagógico Específico. Temos também local apropriado para as refeições, com cozinha e infraestrutura para atender 2100 alunos. Temos duas quadras poliesportivas cobertas com banheiros e vestiários dedicadas ao esporte e outras atividades de recreação e dispõe também de um amplo espaço de área verde, e um campo de Futebol Sete, dispomos de duas piscinas, uma de 25 m x 12,5 m e outra de 12,5 m x 3 m. No seu primeiro ano de funcionamento (ano letivo de 2000) a Escola atendeu 23 turmas com cerca de 800 alunos divididos em dois turnos: no matutino atendeu 13 turmas com aproximadamente 500 alunos; no vespertino atendeu 10 turmas com aproximadamente 300 alunos; neste ano (ano letivo de 2010) a Escola atende 37 turmas divididas em três turnos: no matutino atendemos 552 alunos em 16 turmas; no vespertino atendemos 536 alunos em 16 turmas; no noturno atendemos 160 alunos em 05 turmas; o período noturno foi implantado no ano de 2001. Atendemos hoje cerca de 1348 alunos. Com relação ao quadro docente temos na Escola 97,5% dos Professores com formação superior e 95% deles habilitados para as suas respectivas áreas de docência, além de um diretor, três coordenadores, desses 52% são pós-graduados e 12,5% são pós-graduandos. O quadro de funcionários conta com uma equipe de 23 pessoas, sendo 03 secretárias, 09 zeladoras, 01 zelador, 07 merendeiras e 03 guardas patrimoniais. Na área pedagógica são desenvolvidos vários projetos no decorrer do ano, também reunimos semanalmente professores de áreas de atuação afins durante 2 horas, para estudos e discussões, totalizando sete áreas, sendo: História e Geografia, Ciências e Matemática, Educação Física, Artes e Ensino Religioso, Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Além da reunião pedagógica geral realizada bimestralmente, a sala de Apoio Pedagógico Específico em matemática e língua portuguesa já citada anteriormente e também um programa permanente de reforço escolar, utilizando as horas atividade de nossos professores em todas as disciplinas. Temos o orgulho de salientar que temos um programa permanente de apoio ao professor na área técnico administrativo, pois nossa documentação escolar é toda informatizada, dispomos de 06 computadores completos a disposição dos professores, e também um laboratório com dezenove máquinas de última geração. Temos ainda sete televisores, 02 DVDs e 01 data show, completando um sistema de apoio ao professor que se estende ainda a retroprojetores, quadros auxiliares, scanner, gravadores de CDs e DVDs, rádios entre outros. Contamos também com um programa de compra programado de material didático pedagógico de auxilio ao professor nas áreas de atuação citadas acima. Está disponível aos alunos um programa de treinamento esportivo em sete modalidades coletivas e três individuais atendendo hoje aproximadamente seiscentos alunos, fora dos horários de aula, visando competições municipais e regionais. Somos uma escola com grande compromisso nas ações educacionais de qualidade, respeitando e inserindo o aluno na visão de um ensino ético e moral, viabilizando um aluno que apresente transformações críticas no meio social. No que diz respeito aos Princípios Filosóficos, pretendemos “Educar para o exercício da cidadania através de uma educação democrática, de qualidade, de diálogo e da construção dos valores sociais”. A comunidade escolar ao elaborar essa filosofia analisou o que se propõe na LDB, em acordo com a Constituição Federal e a própria sondagem levantada do educando que frequenta a escola e o cidadão que a Escola visa formar. Esse cidadão social que se visa formar, possui seus princípios, valores, e anseia por mudanças urgentes de como são tratados, precisam de respeito social, de amor, esperança e de fé.
2) DADOS DO PROJETO
2.1 Nome do Projeto: Comece por Você!
2.2 Âmbito do Projeto:
( X ) Turma(s) / Grupo(s)
( X ) Escola(s) / Instituição(ões)
( X ) Município(s)
2.3 Público envolvido no Projeto:
1.348 - N° de Crianças e Adolescentes participantes do Projeto;
 39 - N° de Educadores participantes;
1.000 - N° de Apoiadores (pais e comunidade em geral).
2.4 Período em que se dará seu desenvolvimento: 2008/2009/2010
2.5 Objetivo geral:
Fomentar, em sala de aula, interdisciplinarmente, a Literatura de Cordel, o Folclore; ou seja, o entusiasmo e a responsabilidade pela cultura de nosso povo, da diversidade cultural, com seus costumes, suas crenças; o amor e compromisso de preservação e cooperação, através de uma consciência cidadã pelo que é nosso, nossas raízes e riquezas naturais.
2.6 Resultados Esperados (mensuráveis):
Através do estudo, despertar em cada aluno/participante, a sede do conhecimento, a capacidade de aprender e se interessar mais; cuidando do que é nosso, defendendo e desenvolvendo “armas” =dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam de forma empreendedora, construir suas próprias opiniões = pensamento crítico, capaz de contribuir para uma vida mais cooperativa, unida e cidadã, dentro e fora da escola.
2.7 Quais as relações que o Projeto tem com o objetivo proposto pelo Programa A União Faz a Vida. Justifiquem.
O Projeto “Comece por Você!”, pretende construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, de debates, de construção do conhecimento; buscamos ainda, a valorização do nosso aluno, a valorização do meio, da cultura e da vida; partindo da consciência de que devemos começar agora, começar por cada um de nós, lançando as sementes do trabalho em grupo, da coletividade, unindo forças para vencer os obstáculos.
2.8 Como se relacionam os princípios do Programa A União Faz a Vida com o Projeto idealizado?
Cooperação: Os trabalhos serão desenvolvidos com a cooperação de todos os envolvidos, em parceria com a comunidade (pais / coordenação / direção / colaboradores = parceiros)
Cidadania:
A troca de experiências, os diálogos abertos, livres; enfim, a relação presente em todos os trabalhos será a “dialógica”, pautada na liberdade e respeito pela opinião do outro; pela percepção de que todos somos iguais e diferentes ao mesmo tempo, mas também da concepção de que somos mais fortes unidos, pois a união faz a força, a união promove a vida!
3. EDUCADORES
3.1 Como se dará o processo de formação:
( X ) Pesquisa                     ( 200 ) número de horas
( X ) Visitas técnicas          ( 80 ) número de horas
( X ) Grupo de estudos     ( 80 ) número de horas
( X ) Oficinas                      ( 80) número de horas
( X ) Reuniões                    ( 60) número de horas
( X ) outros:       Total:      ( 500 ) número de horas
3.2 Quais as necessidades e os objetivos do processo de formação continuada dos Educadores para o Projeto:
Reuniões com os professores envolvidos no Projeto para: inserir, intensificar/expandir práticas de cooperação e cidadania, com atividades que “envolvam” os alunos e promovam efetivamente atitudes e valores de pessoas comprometidas com o bem “comum” de toda a sociedade/comunidade.
3.3 No caso das instituições escolares, quais áreas do conhecimento pretendem articular durante o desenvolvimento do Projeto? Como se darão as articulações entre elas?
O Projeto vem sendo trabalhado de forma interdisciplinar desde setembro de 2008; os professores têm abordado em cada turma envolvida, um tema, gerador de pesquisa/estudo, debates/questionamentos;
Áreas do conhecimento
Conteúdos das áreas do conhecimento/Séries/Professores responsáveis pelo trabalho em 2010.
Português
1- Pesquisas, Cordel, Repente, Cultura, História; apresentações/discussões.
PROFESSORA: Marta
Turmas: 5ª a 8ª séries
Matemática
1- População, Custo de vida, medidas, e.
2- Pesquisas e apresentações/discussões.
PROFESSOR: Fábio
Turmas: 5ª a 8ª séries
Geografia
1- Homem e o meio que o cerca, relevo, hidrografia.
2- Pesquisa e apresentações/discussões.
PROFESSORA: Rosemeire/Sinara
Turmas: 5ª a 8ª séries
História
1- Política, história da África.
2- Pesquisa e apresentações/discussões.
PROFESSORA: Rosemeire/Bárbara
Turmas: 5ª a 8ª séries
Idiomas
1- Estudo/Pesquisa de vocabulário, músicas, entre outras.
2- Pesquisa e apresentações/discussões.
PROFESSORA: Daniela
Turmas: 5ª a 8ª séries
Ciências
1- Biodiversidade, Ecossistema.
2- Pesquisa e apresentações/discussões.
PROFESSOR: André
Turmas: 5ª a 8ª séries
Educação Física
1- Coordenação motora, movimentos corporais, danças africanas.
2- Pesquisa e apresentações/discussões/dança.
PROFESSOR: Gisele/Rafael
Turmas: 5ª a 8ª séries
Artes
1- Pesquisa, teatro, apresentações, artesanato, culinária.
2- Pesquisa e apresentações/discussões/teatro.
PROFESSORA: Paola
Turmas: 5ª a 8ª séries
Outros:
Ensino Religioso
1- Valores (respeito e reconhecimento da importância)
2- Pesquisa e apresentações/discussões.
PROFESSOR: Iran/Evandro
Turmas: 5ª a 8ª séries
Observação: Na Grade Curricular da Escola, não estão contempladas as disciplinas de Física e Química.
4. PLANEJAMENTO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO.
4.1 Equipe do Projeto
O Grupo Coordenador do Projeto é composto por:
Ø  EDUCADORES: 1 por área do conhecimento;
Ø  CRIANÇAS E ADOLESCENTES: 1 representante de cada turma da escola;
Ø  APOIADORES: 1 representante de cada apoiador.
Nome                                                       Atividade
Marisa Jacometo Durante                       Orientadora do Projeto (2008)
Michelene Britto                                       Coordenadora Local (2010)
Robson Kenji Yanagu                              Direção
Sandra Maria Trombetta Pedraça            Coordenação
Eliana Aparecida Gonçalves Simili          Coordenação
Adriane Cristina Fedrigo Ambrósio          Coordenação
Marlene Maria Giacomini Delatorre          Orientação
Professores:                       
Ana Paola dos Reis
Andre Luiz Azambuja Bulgarelli                                                      
Daniela de S. M. Antunes Rodrigues
Debora Valerio
Edivani Aparecida Kujawa
Elizabete Steffen                                          
Evandro Miguel Pettenon
Fabio de Freitas Fernandes                                                              
Giseli Metz                                                     
Gleuber Iran da Silva
Iderlene Nogueira Moraes                                    
Isac Justino Ribeiro
Luzinaldo Pedro Celestino
Marcio Torres deAlmeida                            
Maria de Souza Meneghel                           
Maria Flavia Kozera
Maria José de Araújo                                            
Mario Augustinho Dall Alba
Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla (Tutora em 2010)        
Matilde Estefanski Lopes         
Ronaldo Silva Mariano
Rosemeire Marques da Silva                       
Solange Fatima Willrs
Tânia Cristina Crivelin Jorra                      
Tiago Luiz Moro                                                               
Valéria Aparecida Pichinin Gibin
4.2 Expliquem como a equipe fará a gestão do Projeto (reuniões que serão realizadas, avaliação, etc.).
Os assuntos escolhidos, dentro do Tema Literatura de Cordel, pelas turmas envolvidas: 1*Pantanal Mato-Grossense; 2*Política; 3*Costumes/culinárias do nosso Brasil; 4*Pastoral da Sobriedade (comunidade Terapêutica) e 5* Preconceito Racial (2010). Os trabalhos vêm sendo desenvolvidos em fases, que vem se alternando na medida em que os trabalhos vão se desenvolvendo:
•       Fase - Pesquisa (coleta de dados): Os alunos vêm fazendo pesquisas na internet e pesquisas de campo sobre os quatro assuntos escolhidos por eles. 1*Sobre o Pantanal (2008/2009): estudando/pesquisando, sobre as Plantas Medicinais e os animais em extinção, relevo, hidrografia, biodiversidade, ecossistema, custo de vida, medidas, costumes, culinária, artesanato, crenças, história do povo e da região, formação étnica, além de pesquisar os pontos turísticos - sua história e importância; 2*Sobre a política(2008/2009): o que é política, para que serve, como a política interfere em nossa vida, a importância de participarmos da política, como ser um bom político, como fazer uma boa política; 3*Sobre Costumes/culinárias do nosso Brasil(2008/2009): custo de vida, medidas, costumes, crenças regionais, pratos típicos, danças folclóricas, história dos povos e regiões, formação étnica, artesanato; 4*Sobre a Pastoral da Sobriedade (comunidade Terapêutica)- (2008/2009) -  para que servem as Pastorais, quais temos em nossa cidade, que tipo de serviço elas prestam à comunidade, o que é a Comunidade Terapêutica, qual a sua função; 5* Preconceito Racial (2010) A partir de 2010, os alunos passaram a pesquisar a importância de acabar com o preconceito racial, em prol de uma vida mais justa, mais unida, cooperativa para crescer e vencer.
•       Fase – Organização do Material Coletado: Os alunos vêm coletando e organizando o material, aos poucos são solicitadas algumas apresentações do material organizado.
•       Fase – Troca de Experiências: Os alunos trocam experiências com os colegas e professores, através dos debates de apresentação dos materiais coletados pelos grupos. Este é um momento muito importante, aonde o aluno expõe sua opinião e emite suas críticas e alternativas para melhorar o trabalho. O aluno escolhe o tipo da sua apresentação, que tem vários momentos, escrita, oral, dança, teatro, artesanato, culinária, filmagem, fotos, entre outros.
•       Fase – Visitas Técnicas: Os alunos visitaram a Câmara de Vereadores e assistiram sessões dos vereadores mirins para conhecer mais sobre a política e tudo que ela envolve; visitaram e assistiram palestras da Pastoral da Sobriedade, fizeram entrevistas com os palestrantes e solicitaram informações sobre a Comunidade Terapêutica, estão promovendo juntamente com as outras turmas do Projeto uma “Caminhada pelo Bem”, uma passeata, juntamente com alunos, pais, comunidade, professores, parceiros e colaboradores do Projeto, para promover a idéia do bem que precisa ser começado dentro de cada um de nós, assim, todos os participantes, vestidos com a camiseta do Projeto “Comece por Você!”,pretendem criar folder sobre o trabalho importantíssimo das Pastorais em nossa cidade, com informações úteis à toda a comunidade, com endereços e serviços oferecidos, pretendendo assim, em um sábado pela manhã, distribuir o folder para a população/comércio, dando início então aos trabalhos junto à comunidade.
• Visita ao Pantanal: Após as pesquisas, organizações, discussões, debates e apresentações sobre povos, culturas, etnias, plantas, animais, com teatros, danças, culinária e muita discussão, dar-se-á a visita ao Pantanal, aonde cada aluno irá vivenciar a fauna e a flora tão estudada por ele, tão pesquisada e defendida, tão conhecida no intelecto, que, agora, com a vivência, com a presença, ele terá a oportunidade, e principalmente a certeza de que o Pantanal é vida, o Pantanal é de todos, por tanto a responsabilidade da preservação é de todos, então o slogan do Projeto será realmente alcançado e entendido pelas nossas mentes brilhantes, eles entenderão que a consciência da preservação da natureza, do verde, do nosso verde, não pode esperar mais, precisa iniciar agora, então por isso é necessário que o bem comece agora, então que tal? Comece por Você!
• Em 2010, o trabalho deu prioridade a importantíssima questão de trabalhar com atividades que promovam a implementação da Lei 10639/03, apresentando algumas ideias interdisciplinares, motivadoras e cooperativas em prol de um ensino com mais significado, através da integração dos povos; a proposta tinha o objetivo de integrar nossas origens e combater o preconceito, através de atividades, pesquisas, estudos, discussões e reflexões; apresentando-as por meio de livros de Literatura de Cordel (com histórias contadas em dialetos africanos), que servirá de acervo para a Biblioteca da Escola e será oferecido à comunidade, com o principal objetivo de promover a História da África, a Cultura Afro e nos tornar mais humanos, mais unidos e preparados para o mundo “lá fora” e “aqui dentro”.

Em 2010 ainda, trabalhamos com OFICINAS DE LEITURA, INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTO; para aprimorar os conhecimentos dos alunos para a produção do GÊNERO CORDEL:

PROJETO: Oficina de Leitura, Interpretação e Produção de Texto através da Literatura de Cordel.

CIDADE: Lucas do Rio Verde – MT

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL OLAVO BILAC

ÁREA: Linguagens e Códigos.

PÚBLICO ALVO: Dezesseis turmas com 35 alunos cada, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com dificuldade em leitura e escrita.

PROFESSORES VOLUNTÁRIOS: Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla, Tânia Cristina Crivelin Jorra.

PERÍODO DE EXECUÇÃO: 20/09/10 a 01/10/10

CARGA HORÁRIA: 40 horas, conforme a tabela abaixo, referente às turmas envolvidas e os dias das oficinas:
·         Turmas 504 (20/09, segunda, vespertino – 13h às 16h) e 507 (20/09, segunda, matutino – 7h às 10h) com carga horária de três horas cada. Total: 06h.
·         Turmas 602 (13/09, segunda, vespertino – 13h às 16h), 604 (27/09, segunda, vespertino – 13h às 16h) e 607 com carga horária de três horas cada. Total: 09h.
·         Turmas 701, 702, 705 com carga horária de três horas cada. Total: 09h.
·         Turmas 803, 804, 806, 807 e 808 com carga horária de duas horas cada. Total: 10h.
·         Turmas 608, 709 e 809, do período noturno, com carga horária de duas horas cada. Total: 06h.
Observação: As turmas com carga horária de três horas serão distribuídas da seguinte forma: 2h30min presenciais e 30min de trabalhos.
          
JUSTIFICATIVA: O projeto “Formação Continuada – Oficina de Leitura, Interpretação e Produção de Texto através da Literatura de Cordel”, parte do principio que a leitura é a base para a aquisição de todo e qualquer conhecimento construído ou socializado na escola, ou seja, os alunos que dominam as habilidades de leitura e escrita têm boas notas em todas as matérias, não apenas em Língua Portuguesa. Por outro lado, os alunos com dificuldade em leitura e escrita, além de terem dificuldade de aprendizagem em todas as matérias, perdem a autoestima e, consequentemente, o gosto pelo estudo, sendo considerados, muitas vezes como “indisciplinados”. Sendo assim, faz-se necessário uma ação mais ousada para aqueles alunos com mais dificuldade, tornando necessária a realização deste projeto porque, como sabemos, a leitura e a escrita interferem no contexto político, social, econômico e cultural dos indivíduos, porque promove a reflexão, a interação e o crescimento intelectual dos alunos, tornando-os sujeitos ativos, capazes de interpretar, compreender e transformar a sociedade. Portanto, é um instrumento de cidadania. Com base no exposto acima, o projeto pretende, a partir deste plano de ação e visando melhoras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), trabalhar por meio de oficinas que promovam atividades de leitura, interpretação e produção textual através do gênero Cordel. As oficinas irão incentivar um circuito de leitura: alunos lendo, produzindo histórias, contando histórias diante de outros alunos, proporcionando assim, a socialização do saber, através da reflexão e troca de experiência de leitura e escrita de cordéis. Este projeto pretende auxiliar os educandos para uma imersão no mundo da leitura, garantindo que todos se expressem e possam apresentar com dinamismo: dramatizando, declamando, cantando, narrando, etc. Consequentemente todos serão desafiados a produzir seus próprios textos utilizando as diferentes formas de organização textual, de acordo com as especificidades da literatura de cordel: quadras, sextilhas, setilhas, motes, canções, etc.
Este trabalho irá proporcionar aos alunos, adentrar também no mundo da cultura popular, com a leitura e escrita de cordéis, oferecendo condições para que, posteriormente, a sala de aula se torne efetivamente um laboratório de teoria e prática, utilizando sempre de inovações na forma de apresentar as produções. Para isso trabalharemos com apresentações orais, declamações de poesias, com muito dinamismo e criatividade, sem perder de vista o objetivo principal que é superar as dificuldades na leitura e na escrita.

OBJETIVOS
GERAL: Ampliar o conhecimento dos educandos nos quesitos leitura e escrita, através da Literatura de Cordel, explorando diferentes caminhos para a formação dos leitores.

ESPECÍFICOS:
v  Apresentar as formas de organização textual de acordo com as especificidades da literatura de cordel;
v  Ler e apresentar oralmente diferentes tipos de cordel;
v  Incentivar o gosto pela leitura;
v  Mostrar o valor cultural existente nesta literatura;
v  Valorizar a cultura popular e suas diferentes manifestações existentes na comunidade e na própria escola (alunos, professores, comunidade escolar);
v  Divulgar, na escola, obras dos grandes escritores da Literatura de Cordel, tais como: Patativa do Assaré, Leandro Gomes de Barros, Alberto Porfírio, Cego Aderaldo, Arievaldo Viana, entre outros;
v  Desenvolver a capacidade de refletir sobre os aspectos específicos da tipologia textual narrativa presente no Cordel;
v  Contribuir para o desenvolvimento da oralidade dos educandos;
v  Desenvolver a competência comunicativa através de dramatizações de obras literárias;
v  Produzir textos, fazendo o uso dos conhecimentos adquiridos durante o projeto.

METODOLOGIA: O projeto pretende mobilizar alunos do Ensino Fundamental, professores e comunidade escolar. Cada oficina terá a duração de quatro horas, será ministrada pelos professores da área de Linguagens da escola e será realizada na Sala de Informática, nos períodos vagos da mesma; no cronograma (anexo) estão estabelecidos os dias referentes a cada uma das vinte turmas envolvidas. Inicialmente, os alunos refletirão sobre o que é cultura, fazendo comparações entre a cultura erudita e a cultura popular, para reconhecerem a literatura de cordel como um exemplo de cultura popular. Em seguida serão realizadas oficinas de leitura de cordéis para os alunos irem conhecendo diferentes obras e estilos utilizados na literatura de cordel. Para isso serão utilizadas várias dinâmicas de leitura, como: leitura silenciosa, compartilhada, dramatizada, declamação de poesias, etc. Posteriormente serão realizadas oficinas de produções de textos com uma introdução às regras da literatura de cordel: versos, estrofes, rimas e métrica. A partir daí os alunos produzirão seus cordéis. Estão previstos dois encontros de socialização do projeto. O primeiro após as oficinas, na reunião de pais (entrega de boletins do 3º bimestre), os alunos apresentarão obras de literatura de cordel, através de dramatizações, declamações, etc. e receberão os certificados. O segundo encontro será realizado no final do ano, com a entrega dos livros de Cordel, referente ao Projeto “A África de todos Nós!”, com diversas apresentações culturais.

RECURSOS NECESSÁRIOS: Os recursos serão organizados pela equipe gestora da escola.
Humanos:
      Professores da área de Linguagens, para assumir o trabalho com as oficinas;
      Colaboração dos demais professores e comunidade escolar.
 Físicos:
      Laboratório de Informática
      Materiais:
      35 cópias da apostila organizada pela equipe da escola, para cada oficina;
      35 jogos de canetinhas, lápis de cores e giz de cera;
      35 lápis pretos, borrachas e apontadores;
      20 jogos de papel ofício A4;
   
AVALIAÇÃO: A avaliação será feita no decorrer da oficina, através das apresentações orais e escritas. Também serão levados em conta o interesse e a participação dos alunos nas diversas atividades realizadas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ELETRÔNICAS:
ARAUJO, A.M. et al. Cordel e comunicação. São Paulo: USP, 1971.
CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS - Fundação Cultural Palmares- 2006. Literatura afro-brasileira / organização Forentina Souza, Maria Nazaré Lima. _Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
LIMA. Ariovaldo Viana (org.). Acorda Cordel na Sala de Aula: A Literatura Popular como ferramenta auxiliar na Educação. Fortaleza. Tupynanquim Editora. Queima Bucha, 2006.
LOPES, R. Literatura de Cordel: antologia. 2 ed. Fortaleza: BNB, 1983.
LUYTEM, J. M. O que é Literatura popular. São Paulo: Brasiliense, 1983.
SOUZA, Ana Lúcia Silva[et al...]. De olho na cultura: pontos de vista afro-brasileiros _Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2005.

Em 2010, após a conclusão dos trabalhos do Programa A União Faz a Vida; os professores de língua portuguesa de nossa escola, participaram de uma FORMAÇÃO CONTINUADA, que culminou com o PROJETO Repentismo na África!

Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla

“REPENTISMO NA ÁFRICA!”

Projeto Interdisciplinar, a ser desenvolvido pela E.M.E.F. Olavo Bilac, apresentado à Formação Continuada de Língua Portuguesa da Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de “Implementar A LEI 10639/03, através da leitura, escrita e repentismo de Cordéis, sob orientação da professora coordenadora, Edileuza Julia Dourado.

Lucas do Rio verde/MT, março de 2010.

Tema
              Projeto Interdisciplinar “Repentismo na África!”, um resgate de nossa cultura, riquezas naturais (nosso povo, nossa gente), a ser desenvolvido pelas turmas de 5ª à 8ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Bilac, de Lucas do Rio Verde, Mato Grosso.
Objetivos
 Geral
           Promover atividades de leitura e escrita,  que envolvam e motivem os alunos e consequentemente a comunidade escolar, através de livros de Literatura de Cordel (com histórias contadas em dialetos africanos e declamadas pelos alunos), de momentos de pesquisa, estudo, discussão e reflexão (paródias, poemas, danças, entre outros) valorizando a História da África, a nossa história, nossa cultura; para que possamos nos integrar as nossas origens, preparados para o mundo “lá fora” e “aqui dentro”, em nossa própria África.
Específicos
·       Trabalhar atividades que promovam a implementação da lei 10639/03, apresentando algumas ideias interdisciplinares, motivadoras e cooperativas em prol de um ensino com mais significado, através da integração dos povos;
·        Construir ações efetivas para as relações étnico-raciais, favorecendo atitudes de integração, crescimento e valores entre todos os envolvidos no processo educacional, através da pesquisa da cultura africana, criação de Livros de Cordel sobre o tema, com palavras do dialeto africano, mescladas com a Língua Portuguesa e declamação em forma de repentismo;
Justificativa / Abordagem Teórica / Metodologia
         A lei número 10.639, de nove de janeiro de 2003, inclui o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política, pertinentes à T do Brasil. “Demorou um pouco, mas enfim está aí, é lei!” Agora, é vital que ela saia do papel, pois os negros já estavam bem antes dela e nós também.         
Segundo SOUZA, Ana Lúcia Silva[et al...].:
“... o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileiras representará um passo fundamental para um convívio social (na escola, na rua), caracterizado pelo mútuo respeito entre todos os brasileiros, na medida em que todos aprenderão a valorizar a herança cultural africana e o protagonismo histórico dos africanos e de seus descendentes no Brasil.”
Essa lei vem preencher uma grande lacuna, que a maioria de nós, professores, tivemos ao longo de nossa formação. Não recebemos elementos suficientes para lidar com a questão da diversidade e das manifestações discriminatórias que dela resultam. Não fomos preparados para unir, vivemos até então em meio à discriminação, de nossa família e até mesmo de nossa parte. Esse despreparo, inquestionavelmente, comprometeu nosso trabalho educativo.
A lei quer ressaltar, sobretudo, a inquestionável contribuição do povo negro ao Brasil nas áreas cultural, social, econômica e política, vem acima de tudo, nos questionar, nos fazer acordar para o agora, para nossa gente, para o branco e o negro que habitam em nós. Afinal, todos nós temos um pouco, senão muito, da África. Dentro de nós vive o negro, o discriminado, o índio, o mulato, o pardo, o mestiço...... e o branco. Dentro de nós vive o escravo, mas também vive o guerreiro, vive o fraco, e principalmente o forte. E é justamente este “guerreiro forte africano” que queremos trazer à vida na escola, na nossa vida, para que possamos realmente superar essa herança de discriminação que adquirimos ao nascer.
Para que possamos nos libertar das amarras invisíveis do preconceito, precisamos tratar essa questão de frente, envolvendo nossos alunos de tal forma que possam sentir que todos temos um pouco da África dentro de nós e que, se não a valorizarmos, estamos nos deixando a margem da discriminação, pela raça, pela cor, pela religião; pois quem não se valoriza, não cresce, não evolui e não vence.
Nesse sentido, contemplando atividades de leitura e escrita, os alunos irão pesquisar a História e a Cultura Afro-brasileira; aprofundando as pesquisas, com atividades envolvendo danças, parlendas, textos diversos e afins, durante todo o ano, além disso, em novembro, lançará Livros de Cordel, “cordelando” histórias sobre a “A ÁFRICA DE TODOS NÓS”, através do estudo e pesquisa de palavras do dialeto africano; contando também sobre a nossa África aqui no Brasil. A finalização dar-se-á com a declamação dos Livros de Cordel, em forma de repentismo,  servirá de acervo para a Biblioteca da Escola e será oferecido à comunidade, com o principal objetivo de promover a História da África, a Cultura Afro e nos tornar mais humanos, mais unidos e preparados para o mundo “lá fora” e “aqui dentro”.
Referências Bibliográficas
ARAUJO, A.M. et al. Cordel e comunicação. São Paulo: USP, 1971.
CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS - Fundação Cultural Palmares- 2006. Literatura afro-brasileira / organização Forentina Souza, Maria Nazaré Lima. _Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006.
LOPES, R. Literatura de Cordel: antologia. 2 ed. Fortaleza: BNB, 1983.
LUYTEM, J. M. O que é Literatura popular. São Paulo: Brasiliense, 1983.
SOUZA, Ana Lúcia Silva[et al...]. De olho na cultura: pontos de vista afro-brasileiros _Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2005.
Referências Eletrônicas


Novamente, o projeto foi reorganizado, nos moldes da Formação Continuada de Língua Portuguesa:


Nome do Projeto: “REPENTISMO NA ÁFRICA!”

Escola: ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL OLAVO BILAC

Professores/Séries e Turmas envolvidas: Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla - 8ª série (turmas 806, 807 e 808).

Tempo Estimado: 3º  e 4º bimestres/2010

Conteúdos da(s) área(s) do conhecimento: Gêneros Discursivos, Poema de Cordel, Leitura e Interpretação.
                                                     
Objetivos de Aprendizagem: Promover o Gênero Discursivo, através da leitura e da expressão oral de nossos alunos, com atividades referentes à prática discursiva, que envolvam e motivem os mesmos e consequentemente a comunidade escolar, através da declamação dos livros de Literatura de Cordel (com histórias contadas em Dialetos Africanos, mescladas a nossa língua, contemplando a História da África e dos Africanos).

Materiais Necessários: Folhas impressas, canetas, entre outros da sala de aula.

Recursos: Sala de vídeo, Sala de Informática, Projetor Multimídia (Datashow), entre outros.

Desenvolvimento: Entende-se por gênero discursivo (gênero textual), a partir das idéias de Bakhtin, toda produção de linguagem (enunciado) oral ou escrita, sendo que cada gênero discursivo é identificado pelos participantes da situação de comunicação, por seu objetivo comunicativo, suas características linguístico-textuais relativamente estáveis, sua temática, seu estilo, suas condições de produção e circulação. Os inúmeros gêneros discursivos produzidos por nossa sociedade podem ser agrupados segundo vários critérios. De acordo com Maingueneau, que sugere um critério baseado nas diversas esferas sociais como: literária, jornalística, publicitária, comercial, de divulgação científica. Em cada uma dessas áreas de atuação são produzidos diversos tipos de gêneros discursivos orais e escritos. Assim nos reportamos a Marcuschi e as posições defendidas por Bakhtin, que motivaram muitos autores a tratar a língua em seus aspectos discursivos e enunciativos, e não em suas peculiaridades formais. Esta visão segue uma noção de língua como atividade social, histórica e cognitiva. Nesta perspectiva, os gêneros discursivos devem ser vistos na relação com as práticas sociais, os aspectos cognitivos, os interesses, as relações de poder, as tecnologias, as atividades discursivas e no interior da cultura. Os gêneros são tipos relativamente estáveis de enunciados, segundo Koch, marcados sócio-historicamente, visto que estão diretamente relacionados às diferentes situações sociais. A competência sócio-comunicativa dos falantes/ouvintes leva-os a perceber o que é adequado ou inadequado em cada uma das práticas sociais, e também à diferenciação dos gêneros de texto, como anedotas, poemas, conversa telefônica, etc. Como notamos em Maingueneau, que explica que um gênero do discurso submete-se a certas condições de êxito, como: ter uma finalidade; ter enunciadores em parceria; ter lugar e momentos legítimos; e ter uma organização textual, às vezes mais rígida, e às vezes com características mais básicas, mas sempre dentro de uma organização. “Gêneros moldam o pensamento que nós formamos e as comunicações pelas quais interagimos. Gêneros são espaços familiares nos quais nós criamos ações comunicativas inteligíveis uns com os outros e são guias que usamos para explorar o não familiar.” (Bazerman). A proposta do presente projeto; de acordo com as ideias defendidas pelos autores citados acima; é a aplicação desses gêneros discursivos na sala de aula. Compreendemos que os gêneros discursivos são ferramentas muito importantes no ensino de Língua Portuguesa e que se faz totalmente necessário sua utilização dentro da sala de aula, conforme Lopes-Rossi, “cabe ao professor criar condições para que os alunos possam apropriar-se de características discursivas e linguísticas de gêneros diversos em condições reais, através de projetos pedagógicos que visem ao conhecimento, à leitura, à discussão sobre o uso e as funções sociais dos gêneros escolhidos e, quando pertinente, à sua produção escrita e circulação social”. Compreender gêneros é, portanto, uma prática de leitura inserida em um contexto social, é entender que, “nossas atividades são realizadas no mundo social, em situações concretas, e é por meio da linguagem, nas suas diferentes modalidades, que realizamos muitas das ações que nos interessam” (Kleiman). Nesse sentido, pretendemos com este projeto e, com base no exposto acima, promover este gênero, através de declamações de poemas de Literatura de Cordel, produzidos pelos alunos, sobre o tema: história da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política.

Programa de execução:
1º momento: Levar os alunos à Sala de Informática para apresentação do Projeto no Projetor Multimídia (Datashow), e apreciação do Vídeo “Just a Ride” (Apenas uma carona), sobre a importância da comunicação/declamação e discurso, em nossa vida;
2º momento: Em sala de aula, promover um debate sobre os conhecimentos prévios dos alunos, sobre o Gênero Poema de Cordel, depois, na Sala de Vídeo, assistir, “O que é Cordel”. Em seguida, apresentar a importância do escritor Patativa do Assaré neste gênero literário, através dos vídeos: “Patativa do Assaré 100 anos”, “Justa Homenagem Patativa 2009”, contendo várias declamações e Repentismo do poeta.
3º momento: Discutir essas declamações com os alunos e apresentar as características deste gênero discursivo.
4º momento: Dividir a turma em duplas, oferecer Poemas de Cordel do referido autor, para leituras, primeiramente silenciosa, em seguida declamada por cada um dos integrantes da dupla; combinar alguns arranjos com as duplas e considerações, depois de realizado este trabalho, iniciar a socialização para todo o grupo, com as declamações individuais ou em dupla, conforme o interesse dos alunos;
5º momento: Após as declamações, promover uma socialização para discutir as apresentações dos alunos, considerando os aspectos referentes ao gênero trabalhado, e a organização dos trabalhos posteriores.
6º momento: Distribuir aos alunos, poemas de Cordel confeccionados anteriormente pelos alunos de outras turmas da escola, sobre o tema “A importância da cultura africana em nossa própria cultura e os grandes nomes e seus representantes”, para leitura. Após as leituras silenciosas dos poemas, promover um debate sobre a Lei n.º 10.639/2003 e sua importância na escola e na vida de todos;
7º momento: Finalmente, propor aos alunos a apresentação destes poemas em forma de Repentismo, para apresentação, inicialmente em sala de aula, para a turma e posteriormente, em outubro, para o grupo da Formação de Língua Portuguesa. Além disso, propor ainda aos alunos, a seleção de algumas apresentações para apresentar na última reunião de pais da escola, deste ano e a gravação das apresentações, que serão reunidas em um DVD que será entregue aos pais dos alunos envolvidos no presente projeto.

Produto Final: Apresentação de alguns alunos, em forma de declamação dos poemas de Cordel, no encerramento do Curso de Formação de Língua Portuguesa, na última reunião de pais da escola, e a entrega de DVDs para os pais dos alunos envolvidos, contendo as apresentações dos mesmos.

Avaliação: A avaliação será feita durante a execução do projeto, em cada momento do programa, e levará em conta o interesse e a participação dos alunos.

Referências Bibliográficas e Eletrônicas:
BAZERMAN, C.; A. P. DIONÍSIO; J. C. HOFFNAGEL. (Oras.). Gêneros Textuais, Tipificação e Interação. São Paulo: Cortez, 2005.
BAKHTIN, Mikhail. Os Gêneros do Discurso. In: BAKHTIN, M. A Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. p. 279-326.
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Pontes: Campinas, 1989.
KOCH, Ingedore G. V. (org.) Gramática do português falado. 2. ed. rev . Vol. VI: Desenvolvimentos, Campinas, Editora da Unicamp, 2002.
LIMA. Ariovaldo Viana (org.). Acorda Cordel na Sala de Aula: A Literatura Popular como ferramenta auxiliar na Educação. Fortaleza. Tupynanquim Editora. Queima Bucha, 2006.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: o que são e como se escrevem. Recife: UFPE, 2000. mimeo.
MAINGUENEAU, Dominique. Diversidade de gêneros de discurso. In: MACHADO, I.L; MELLO, R. (org). Gêneros: reflexões em Análise do Discurso. Belo Horizonte: NAD/ FALE/ UFMG, 2004.
RAMOS. Jania M. O espaço da oralidade na sala de aula. São Paulo Martins Fontes. 1997.

SAWABONA-SHIKOBA

Com o cumprimento SAWABONA
me despeço desta formação
ele é usado no sul da África
significa “respeito” e “valorização”
“você é importante pra mim”
você meu colega e irmão

Em agradecimento a todos
também posso declarar
curso de Língua Portuguesa
veio muito a acrescentar
e nossa formadora Edileuza
soube a todos somar

As tarefas realizamos
com grande envolvimento
leitura, estudo e debates
sempre com comprometimento
explanando sobre os assuntos
aumentando o conhecimento

Pra dar adeus meus amigos
quero desta palavra dizer
o seu nome é SHIKOBA
grande valor ela vai ter
pois se “Eu existo pra você”
nunca vais esquecer!

Aluna: Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla

PARTICIPAÇÃO NO GESTAR II - PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - LÍNGUA PORTUGUESA - Culminou no Projeto: 
MEU SOBRENOME: MINHA VIDA!

ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL
OLAVO BILAC
LUCAS DO RIO VERDE/MT
Professora: Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla
          

Trabalho apresentado ao Programa de Gestão da Aprendizagem Escolar Gestar II, Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Finais do Ensino Fundamental, Língua Portuguesa, sob orientação da professora coordenadora, Edileuza Julia Dourado.


Lucas do Rio verde/MT, julho de 2010.

Tema
Meu sobrenome: minha vida!

Objetivos
 Geral
Promover a leitura e escrita através da produção de um livro de cordel, contendo a história do sobrenome dos alunos das turmas de 8ª série.

Específicos                                 
·        Incentivar a pesquisa através da leitura de histórias dos sobrenomes;
·        Conhecer a Literatura de Cordel através de trabalhos orais, escritos, declamados e cantados;
·        Promover a autoestima nos alunos, valorizando seu sobrenome e sua individualidade;

Justificativa
Este projeto tem como objetivo desenvolver um trabalho interdisciplinar, envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, História, Informática e Arte, buscando resgatar a literatura de Cordel, mais conhecida no Nordeste brasileiro, e divulga - lá junto aos alunos do ensino fundamental da rede municipal da cidade de Lucas do Rio Verde. Considerando que esta modalidade de cultura se apresenta de várias formas, oral, escrita, declamada e cantada, entende-se que ela apresenta inúmeras possibilidades pedagógicas. Neste sentido o trabalho será realizado em duas etapas. A primeira etapa composta por estudos bibliográficos, contextualização e caracterização do objeto. A segunda etapa composta por aplicação prática, com realização de oficinas junto aos alunos da 8ª série do ensino fundamental da Escola Municipal Olavo Bilac. Nestas oficinas serão abordadas diferentes perspectivas e possibilidades da literatura de cordel. A principal intenção do estudo é possibilitar aos alunos um mergulho literário, em um mundo repleto de personagens, ritmos, temas, imagens, rimas entre outros. Temas estes vindos de uma modalidade da literatura popular que pode ser muito bem aproveitado no âmbito pedagógico. Levar o Cordel para sala de aula implica em mostrar a vitalização do gênero cultural como ferramenta para didático na educação, considerado ainda como uma manifestação artística popular como forma de representação de uma realidade social que precisa ser abordada de forma direta e crítica, principalmente na escola, a fim de despertar o interesse do aluno pela condição social, histórica, política e econômica daqueles que produzem e lêem cordel. Também como forma de despertar o senso crítico do aluno, bem como sua capacidade de observação da realidade social, histórica, política e econômica, que nos coloca em sintonia com a visão sociointeracionista de aprendizagem proposta pelo psicólogo russo Vygotsky, uma vez que ele concebe a educação formal, aquela desenvolvida na escola, em termos de interação, apontando seu caráter como instrumento essencial de humanização, o que não poderia jamais ser alcançado através de um verbalismo vazio. Aliás, é justamente a crítica ao verbalismo vazio e descontextualizado, com ênfase nas regras gramaticais apenas, que esse projeto se propõe a fazer, pois o que se percebe hoje, são alunos desmotivados, com muitos problemas: autoestima, estrutura familiar, entre outros. Tomando como aliados o sociointeracionismo, sem perder de vista os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), que sugerem um ensino interdisciplinar e contextualizado, voltado para o exercício da cidadania, no qual o aluno seja efetivamente protagonista do processo de aprendizagem. Dessa forma, o que se propõe é que a Literatura de Cordel contada através da história do sobrenome de cada um, seja vista, neste caso, como um meio para a construção tanto de significados e conhecimentos quanto para a constituição da identidade deste aluno.
         
Abordagem Teórica
Segundo Vygotsky (apud FREITAS, 1999), o professor precisa ser mais do que um facilitador da aprendizagem e é de suma importância para o desenvolvimento do conhecimento em nosso aluno. Ainda acrescenta que “cabe à escola fazer todos os esforços para encaminhar a criança no sentido de desenvolver todo o seu potencial...”.
Para que possamos ter um papel mais atuante no processo de ensino-aprendizagem precisamos estimular o estudante, observando, compreendendo e acompanhando-o, enquanto indivíduo, auxiliando na constituição da personalidade do mesmo, através do nosso próprio conhecimento. Desta forma, podemos ensinar, sim, de forma relevante e significante para quem aprende e quem ensina.
Ira Shor e Paulo Freire em um dos seus mais instigantes livros dialógicos, Medo e Ousadia - O Cotidiano do Professor (1987), diz que o educador deve estar em constante movimento de reelaboração e de reconstrução para acompanhar seu aluno no processo. Freire discute neste livro como podemos realizar o sonho do professor na educação libertadora, livre de amarras sociais, preconceitos, como podemos minimizar os problemas da falta de interesse, o grave problema da motivação de nossos alunos pelo ensino, nos auxiliando com seu método dialógico na construção de um ensino com significado.
Assim, estimulando estudos sobre a história de cada aluno, pretendemos contribuir no sentido de motivar o ensino e aprendizagem em sala de aula, de tal forma que o mesmo possa sentir-se estimulado, valorizado e capaz.

Problematização
O comportamento contraditório e instável do adolescente, as transformações que o cercam, a pouca valorização e estímulo no estudo, acabam por formar um aluno “indisciplinado, desmotivado”. Sendo assim, como podemos minimizar, através da escola, as múltiplas carências de nossos alunos, família (falta de estrutura), sociedade (preconceitos), dificuldades no ensino-aprendizagem, problemas de relacionamento, a violência, indisciplina, tão comuns na vida social e escolar, sem trabalhar a sua valorização pessoal?

Hipóteses
Para podermos resolver os problemas educacionais da atualidade (falta de interesse, pouca valorização, entre outros), precisamos nos valer de trabalhos centrados no “eu” de nosso aluno; como por exemplo, o estudo da história de seu sobrenome, capaz de gerar uma autoestima e promover a aprendizagem de forma mais significativa.

Procedimentos Metodológicos
          O trabalho será realizado com pesquisas na internet sobre a história dos sobrenomes dos alunos, com leitura e produções sobre o tema. Os alunos farão pesquisas também sobre a Literatura de Cordel e iniciarão a partir destas, a produção do tema em Cordel. Em seguida, faremos leituras compartilhadas sobre a história do sobrenome de cada aluno e escolheremos as produções para o Livro de Cordel da turma.

Referências Bibliográficas
FREITAS, Maria Teresa de Assunção. Vygotsky e Bakhtin: Psicologia e Educação, um Intertexto. São Paulo: Ática, 4 ed, 1999.
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – 5ª a 8ª série. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998.
PINHEIRO. Hélder. LÚCIO, Ana C. M. Cordel na sala de aula. São Paulo: Livrarias Duas Cidades, 2001. (Coleção literatura e ensino - 2).
Programa Gestão da Aprendizagem Escolar - Gestar II. Língua Portuguesa. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008.
SHOR, Ira; FREIRE, Paulo. Medo e Ousadia – O Cotidiano do professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
MATERIAL GESTAR II - LÍNGUA PORUGUESA - Cadernos de Teoria e Prática:


O CORDEL DO GESTAR

Hoje quero falar
Do 17º encontro do Gestar
É bom poder participar
Do Programa de Gestão
Da Aprendizagem Escolar
O seu nome é
Programa do Gestar.

Tinha que ser aqui
Lucas do Rio Verde legal
Um lugar que acolheu
Todo mundo por igual
E aqui no Gestar
Todo mundo quer participar
E seu trabalho aprimorar

O seu é Gestar II
De Língua Portuguesa
Composto de vários livros
Bons que é uma beleza
Que irão nos dar suporte
Pra ensinar com firmeza
Essa que é a riqueza

Curso bem ministrado
Pela professora Edileuza Julia Dourado
Ela promove debates
Fala e muitas discussões
Filmes como sugestões
Projeto, objetivo, metas
Metodologia e também ações 

Atividades educativas
Alegres e divertidas
Gêneros e muito mais
Mostrando a diversidade
De textos que não acabam mais
Tudo isso com o objetivo
Pro aluno aprender mais
  
Metodologias, oficinas
Diversas atividades
Mostrando também redação
Tantas outras infinidades
Partilhando esses saberes
Com colegas de outras escolas
E tudo isso sem demora

Leitura compartilhada
Muito bem trabalhada
Pelos colegas queridos
Que no momento preciso
Fazem até oração
Para amenizar
A dor do coração
  
Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla  
GESTAR II
Lucas do Rio Verde-MT
2009

Adaptado do site:
http://gestar2rn.blogspot.com/2009/05/cordel-do-gestar-ii-em-natal.html


NOSSAS PRODUÇÕES: UMA HISTÓRIA ALÉM DOS NOSSOS SOBRENOMES
Professora Marta e Alunos da 8ª série, turma 805 - 2010

BRIZOLLA

Não há quem não associe o sobrenome “Brizolla” à política
 Isso porque o saudoso Leonel de Moura Brizolla
Muito fez pelo PDT e pela política brasileira
Mas uma outra Brizolla – a da educação – segue...
Ela é professora em Lucas do Rio Verde-MT
Da Escola Municipal Olavo Bilac
E com ela segue uma turma...

Esta turma de Oitava Série não liga pras intempéries
Vem trazer com alegria esses trechos de poesia
Um cordel sobre a história de cada um
Simples palavras, sem problema algum
A ideia foi trabalhar a alegria
Que às vezes nos falta a cada dia
Sem esquecer da energia

Bom é falar sobre a gente
Rir com tanta lembrança
Ir a fundo, pesquisar
Zombar das tristezas
Ouvir nosso povo
Ler nos olhos a história
Lembrar e semear
Amar, pensar, ver, sentir e acima de tudo “ser”! 

Professora: Marta Luciane Kaiper Ardenghi Brizolla


LUZ
A origem do meu nome
Foi difícil de encontrar
Mas agora que encontrei
Vou poder recitar
Por incrível que pareça
Começou lá na Espanha
E seus componentes numa cidade estranha

Junto com os cartesianos vieram os celtas
Que cruzaram a Europa
E chegaram à cidade certa
Os ascendentes da família Luz
Viveram sobre domínio Romano
Usufruindo também do fantástico
Desenvolvimento Germano

Após a queda
do Império Romano
Veio Espanha e Portugal
Mas nada impediu os povos
De lutarem por igual
Foi durante este período
que a nobreza virou a tal

O sobrenome Luz traz honra
Levando aos seus filhos
O conhecimento e sua história
Pessoas que enfrentam os problemas
E se destacam pela luta
Sabendo que à vitória
Virá com a disputa

A união desses povos traz orgulho
Mostrando aos outros a bondade
E nos caminhos onde passa
É visível sua honestidade
O sobrenome Luz
Brilha em todo lugar
Abre os caminhos para quem quiser passar

Conquistando as suas metas
Sem ninguém o derrubar
Força de vontade
E dignidade.
Luz
União
Zelo por todos e orgulho de montão!
(Priscila Oliveira da Luz)

ALMEIDA
Estava na escola
Vieram me perguntar
Este sobrenome
Veio de que lugar?
Então resolvi pesquisar
E fui assuntar
Em busca da resposta

Este sobrenome
Vem do latim
E sua origem
É habitacional
Originado de uma cidade
Um local sem igual
No noroeste de Portugal

É o tipo de pessoa
Que não se deixa afetar
Que não se pode levar
Quando existem oposições
Às suas ideias e ações
Ativa e decidida
Toma atitude na vida

Essas qualidades
Suas características
Não tem idade
Nem estatísticas
Mas atingem objetivos
Pois sempre encaram
Os seus desafios

O primeiro homem
Da minha gente
Com esse sobrenome
Fundou uma cidade
Deixando de herança
Suas riquezas
E toda beleza

Não compreendi direito
Mas a historia é assim
Pois todo sobrenome
Tem sua origem sim
O primeiro representante
Do sobrenome Almeida
Tinha pinta de importante

Meu sobrenome é Almeida
Inteligência
Caráter
Assim conquistamos
Nossos objetivos a parte
Sem olhar para trás
Nem mesmo pra pensar

Assim somos não podemos negar
Luz em nosso caminho
SeMpre haverá
E assim será
PoIs acredito com certeza
Que neste sobrenome
ToDAbeleza está!
(Ana Paula)

COSTA
Pessoa com o sobrenome costa
Só faz o que gosta
É uma pessoa amável
Tem uma esperteza
Que vem dos Costa
Também é muito rico
Em largar do que desgosta

Tem dificuldade de concentrar
Gosta muito de amar
Às vezes não Consegue aguentar
Tem vontade de tudO imaginar
Tem defeito, maS enfrenta no peito
Adora sair para agiTar
Pois gostA de se comunicar
(Cidimar)

SOARES
O sobrenome Soares
Sempre traz bons ares
Ele ensina muitas coisas
Baseadas na realidade
Mas somente com verdade
E toda simplicidade
É a vida dos Soares

O primeiro Soares lembrado
Viveu uma grande paixão
Abandou seus estudos
Para poder trabalhar
Seu maior desejo
Casamento e dinheiro
Conquistou com muito esmero

Sentiu muita emoção
O motivo de tanta luta
A razão e a disputa
Reza a história deste homem
Então muito feliz
Semeando tudo que sempre quis.
(Jaqueline)

GONÇALVES
Meu sobrenome é legal
Veio lá de Portugal
Da imensa nação portuguesa
Trouxe toda grandeza
De um sobrenome luz da esperança
Atraiu sempre a vizinhança
O que o sobrenome nos traz

Toda glória que fala
Das riquezas que embala
Da esperança de um novo porvir
Quem por ele lutando vai surgir
Cremos que escravos lutaram na guerra
Mas com amor nossa força foi poder
E nosso povo vencer

Esta raça de brancos e negros
Com certeza grandes guerreiros
De guerras que aconteceram séculos atrás
Que hoje lembranças nos traz
Gonçalves tem poder
Compreendo que esse é o meu dever
Que pretendo cumprir sem temer

Distante da Grande cOsta africana
Avistava-se uma terra praiaNa
Com uma grande e eterna heranÇa
Que ficará sempre nA Lembrança
A história do meu sobrenome
Com ela Vinha outro homem
O primEiro deStemido
(Jessika)

MARINS
Preste muita atenção
Nesta observação
Esse meu sobrenome
Tem sua nobreza
Tem origem portuguesa
Há um significado
É filho de Maria que mora em outros estados

Agora contarei mais
Coisas muito legais
Que encontrei sobre mim
Sobre meu povo e afins
E foi pesquisando enfim
Que descobri que vivia
Ligado a esta família


Sentimentos envolventes
Magoados facilmente
Somos muito emotivos
Chorando até sem motivo
Somos exagerados
Apenas nos cuidados
Esses Marins minha gente

Somos todos protegidos
Por nossos entes queridos
Tenho muita energia
Em todos os momentos do dia
Somos bem ocupados
Também reservados
Nos momentos mais sentidos

Mudando de assunto
Vamos falar do conjunto
No amor não há feridas
Na amizade não há brigas
Por isso somos tranquilos
Gostamos de um cochilo
De ficar sempre de bem

Às vezes acontece um rompante
E brigamos com alguém
Ficamos logo arrependidos
E vamos tratar do ocorrido
Reconcilio dentro de mim
Só depois de muito tempo
Volto a ficar atento

E depois do ocorrido
Um perdão eu digo
Não importa se não estava errado
Mais sim o reparado
Amigo sempre será
E irmão também
Procuramos sempre o bem

Também faço coisas erradas
Porém logo são reparadas
Nem sempre acontece
De tirar um F
Por isso preciso
Atento sempre estar
Pra não errar

Tenho alguns defeitos
Não sou perfeito
Afinal sou imperfeito
Pouco temperamental
Por vezes sou fatal
Sou humano afinal
E muito temperamental

Marins é o meu povo
Amigos sempre prontos
Remando a favor dos justos
Indo para o caminho certo
Não atendem injustiças
Somente de alegria levam a vida
(Jhonatan)

ARAÚJO
No Litoral da Bahia
O índio aparecia
Atrás de algo melhor
   Sem guerras, nada pior
Guardada na memória sua sofrida história
De algumas batalhas
Perdidas e esquecidas

Machucados e sofridos
Com o orgulho ferido
Inocentes pessoas
Livremente lutavam
Fome e frio passavam
Os Araújo unidos
 Jamais desistiam

Atrás da realização
Daquela nova missão
Com sorriso no rosto
Orgulho que dá gosto
Celebrando a vida
A cada passar do dia
Com toda dedicação

Bravos e destemidos
Conquistando sempre amigos
Para poder melhorar
E os problemas contornar
Estavam acabados, cansados e sofridos
Vencendo cada obstáculo
Postos em seus caminhos

Magoas são retiradas
Abrindo seus corações
Rindo podem dizer
Agora são campeões
Ui que emoção!
Já não temos mais preconceito
E sim Orgulho no peito!
(Viviane)

NOVAES
O meu sobrenome é Novaes
Veio de um homem chamado Ferraz
Ele era lá de Campo Grande
E era muito elegante
O coitado morreu muito jovem
Morreu com uns sessenta e nove
Mais vamos para a outra estofe

Ele tinha seis filhos
Cuidados com muito esmero
Mas não morava no número zero
Eles tinham uma jornada
De levar seu sobrenome
Com muita honestidade
Lembrando da caridade

Os mais velhos
Trabalhavam numa empresa
A empresa era velha
Mas com o dinheiro
Havia comida na mesa
Depois que o pai morreu
Tudo se perdeu

Eles moravam em Campo Grande
Foram pra cidades distaNtes
DepOis pra outro País
Uma Verdadeira andança
Levando toda herançA
As lembranças dos NovaEs
Que não se apagam jamaiS.
(Orlando)

FRANÇA
Os França
Lutaram por liberdade
Sempre viveram a verdade
Com muita felicidade
E o coração sem maldade
Família baronesa
Mas com pouca riqueza

Lembrei de um verso maneiro
Também sou descendente de guerreiro
Que há muito tempo lutou
E hoje ninguém se lembrou
Mas eu aqui estou
Para tornar conhecida
Estas lembranças queridas

França traz confiança
Vou levaR como herança
Por estAs miNhas andanÇAs
E este brasão no meu peito
Marcado com todo alento
Ficará pra sempre marcado
Como primórdio de meu legado
(Paulo)

TAMIOZZO
História não é bem certa
Deste sobrenome esquisito
Mas seu significado
É sempre bem compreendido
Significa compaixão
Significa amor e esperança
Significa emoção

Ele veio lá da Itália
Eu nem sei por quê
Mas o cara que o tinha
Era legal pra valer
Ele era um Italiano
Pena que já morreu
Há mais de 200 anos

Mas ele deixou a todos
Que se chama Tamiozzo
Uma herança muito boa
Um sobrenome fabuloso
Deixou a todos nos
Um sobrenome divino
Através do seu destino

Muita gente tem Tamiozzo
Eu acho que não se arrependeu
Desse sobrenome
Que transmite simpatia
Personalidade e muita alegria
Os Tamiozzo são pessoas generosas
Atentas e não são rigorosas

A capacidade e a vontade
De cooperar sempre
Não gostam da liderança
E nem de ser notada
Mas eles também um defeito
Não esquece o mal
Que lhe foi feito

Tudo que eu já falei
Ainda tem muito mais
Milhares de Tamiozzos internacionais
Italianos e brasileiros
Onde vivem com inteligência
Zeloso eles são
Zureta não
Os italianos e brasileiros tem muita educação!
 (Taila)

MOURA
Preste muita atenção
Meu nome tem brasão
Muito significativo
Isso não é sem motivo
Meu sobrenome é Moura
Pesquisei com atenção
Este sobrenome do coração

Eu estou na oitava
Uma série que me preocupava
Com as tarefas da vida,
Não gostava de qualquer comida
O meu pai é o Luis
Nosso nome é igual
Isso me faz muito feliz

Minha mãe tem 34
O seu nome é Margarete
Ela odeia chiclete
Às vezes lhe pergunto
 O significado de amor
Ela sempre diz com ardor
Que o amor é como a flor

Meu pai tem 35
Nós temos muitos planos
Sem nenhum engano
Me contou histórias de Lampião
Me deixa sozinho não
Meu pai sempre que pode
Me agrada, me sacode

       Para que você não esqueça
Não se entristeça
E talvez apareça
Moura é com certeza
Minha maiOr riqUeza
GostaRia de lhe contar
E toda a beleza mostrAr!
(Luis Fernando)



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